Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Venda de armas dos EUA a Taiwan fica em pausa por guerra no Irã, afirma Marinha

Marinha dos Estados Unidos pausa venda de armas a Taiwan para manter munição para operações no Irã, sinalizando revés para Taipé

O Secretário Interino da Marinha dos EUA, Hung Cao, discursa durante uma audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA sobre o Pedido de Autorização de Defesa para o Ano Fiscal de 2027 e o Programa de Defesa para os Anos Futuros, no Capitólio, em Washington, DC, EUA, em 19 de maio de 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Marinha dos EUA informou pausa nas vendas de armas para Taiwan, para assegurar munições suficientes para operações contra o Irã.
  • O pacote de armas no valor de US$ 14 bilhões aguardava aprovação do ex-presidente Donald Trump há meses.
  • O secretário interino da Marinha, Hung Cao, afirmou que as vendas devem retomar quando o governo considerar necessário.
  • O Senado questionou se as vendas a Taiwan seriam aprovadas, e a decisão foi atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao chefe do Pentágono, Pete Hegseth.
  • Taiwan informou não ter recebido notificações sobre atrasos, e o governo segue monitorando a cooperação em segurança com Washington para manter as vendas conforme o planejado.

O anúncio aponta para uma pausa na venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, sob o argumento de assegurar munição suficiente para operações no Irã. A medida foi divulgada pelo secretário interino da Marinha dos EUA, Hung Cao, durante audiência no Senado. O pacote total avaliado em 14 bilhões de dólares aguardava a aprovação de Donald Trump há meses.

Cao explicou que a pausa visa priorizar a disponibilidade de munição para a eventualidade de ações na região do Oriente Médio. O objetivo, segundo o divulgado, é garantir que o Exército americano tenha suprimentos para a “Operação Fúria Épica” no Irã, antes de retomar as vendas ao exterior quando o governo considerar apropriado.

Durante a sessão, o senador Mitch McConnell questionou se as vendas a Taiwan seriam aprovadas no futuro. Cao sugeriu que a decisão caberia ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao Chefe do Pentágono, Pete Hegseth. A declaração é vista como um revés para Taipé diante da pressão de Pequim contra armas estrangeiras.

Reação de Taiwan e contexto regional

Na sexta-feira, Taiwan informou não ter recebido notificações sobre atrasos formais nas vendas de armas dos EUA. Karen Kuo, porta-voz do gabinete presidencial, disse ter tomado conhecimento das declarações de Cao. O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que não houve comunicação oficial sobre atrasos, ressaltando que continua monitorando a cooperação em segurança com Washington.

O ministério também destacou que permanece em contato próximo com autoridades norte-americanas para assegurar que as negociações avancem como planejado. Taiwan reiterou a posição de buscar apoio externo para sua defesa, diante das tensões com a China.

Enquadramento diplomático e o cenário de segurança

Durante a mesma semana, Xi Jinping advertiu que EUA e China podem colidir ou entrar em conflito se a questão de Taiwan não for tratada adequadamente. Em meio a isso, Trump indicou que pretendia manter contato com o presidente taiwanês Lai Ching-te, o que pode provocar reação de Pequim. A relação entre Washington e Taipé permanece complexa e sujeita a mudanças conforme as negociações e decisões governamentais.

Por ora, o governo americano mantém uma posição de ambiguidade estratégica sobre a defesa de Taiwan, citando a Lei de Relações com Taiwan para justificar o fornecimento eventual de meios de defesa. Não houve confirmação sobre prorrogações adicionais ou novos cronogramas de venda.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais