- A Marinha dos EUA informou pausa nas vendas de armas para Taiwan, para assegurar munições suficientes para operações contra o Irã.
- O pacote de armas no valor de US$ 14 bilhões aguardava aprovação do ex-presidente Donald Trump há meses.
- O secretário interino da Marinha, Hung Cao, afirmou que as vendas devem retomar quando o governo considerar necessário.
- O Senado questionou se as vendas a Taiwan seriam aprovadas, e a decisão foi atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao chefe do Pentágono, Pete Hegseth.
- Taiwan informou não ter recebido notificações sobre atrasos, e o governo segue monitorando a cooperação em segurança com Washington para manter as vendas conforme o planejado.
O anúncio aponta para uma pausa na venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, sob o argumento de assegurar munição suficiente para operações no Irã. A medida foi divulgada pelo secretário interino da Marinha dos EUA, Hung Cao, durante audiência no Senado. O pacote total avaliado em 14 bilhões de dólares aguardava a aprovação de Donald Trump há meses.
Cao explicou que a pausa visa priorizar a disponibilidade de munição para a eventualidade de ações na região do Oriente Médio. O objetivo, segundo o divulgado, é garantir que o Exército americano tenha suprimentos para a “Operação Fúria Épica” no Irã, antes de retomar as vendas ao exterior quando o governo considerar apropriado.
Durante a sessão, o senador Mitch McConnell questionou se as vendas a Taiwan seriam aprovadas no futuro. Cao sugeriu que a decisão caberia ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao Chefe do Pentágono, Pete Hegseth. A declaração é vista como um revés para Taipé diante da pressão de Pequim contra armas estrangeiras.
Reação de Taiwan e contexto regional
Na sexta-feira, Taiwan informou não ter recebido notificações sobre atrasos formais nas vendas de armas dos EUA. Karen Kuo, porta-voz do gabinete presidencial, disse ter tomado conhecimento das declarações de Cao. O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que não houve comunicação oficial sobre atrasos, ressaltando que continua monitorando a cooperação em segurança com Washington.
O ministério também destacou que permanece em contato próximo com autoridades norte-americanas para assegurar que as negociações avancem como planejado. Taiwan reiterou a posição de buscar apoio externo para sua defesa, diante das tensões com a China.
Enquadramento diplomático e o cenário de segurança
Durante a mesma semana, Xi Jinping advertiu que EUA e China podem colidir ou entrar em conflito se a questão de Taiwan não for tratada adequadamente. Em meio a isso, Trump indicou que pretendia manter contato com o presidente taiwanês Lai Ching-te, o que pode provocar reação de Pequim. A relação entre Washington e Taipé permanece complexa e sujeita a mudanças conforme as negociações e decisões governamentais.
Por ora, o governo americano mantém uma posição de ambiguidade estratégica sobre a defesa de Taiwan, citando a Lei de Relações com Taiwan para justificar o fornecimento eventual de meios de defesa. Não houve confirmação sobre prorrogações adicionais ou novos cronogramas de venda.
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