- Juíza federal Mary Kay Vyskocil rejeitou a ação de Michael Wolff contra Melania Trump, considerada tentativa de “anti-SLAPP” para frear uma eventual ação de difamação de bilhões de dólares.
- A decisão afirma que o pedido de Wolff para declarar, caso Melania o processasse, ele venceria, não segue o funcionamento normal dos tribunais federais.
- Wolff moveu a ação em Nova York no ano passado após Melania exigir retratação por declarações dele sobre a gestão de arquivos relacionados ao de Jeffrey Epstein.
- A magistrada afirmou que Wolff buscou tratamento especial ao levar o caso a Nova York antes da ação de difamação de Melania na Flórida, caracterizando manobra de forum shopping de má-fé.
- A decisão encerra o caso em nível federal para ser julgado como qualquer outra disputa, não entrando no mérito das alegações. Melania Trump já havia afirmado, em comunicado, que fight against as “mentiras infundadas” que a associam a Epstein.
O juiz federal Mary Kay Vyskocil avisou pela decisão de hoje que o processo movido por Michael Wolff contra Melania Trump foi arquivado. Wolff acionou a primeira-dama para impedir uma ação de difamação bilionária relacionada a declarações feitas à imprensa.
Vyskocil classificou a reclamação de Wolff contra Trump com base em leis anti-SLAPP como preemptiva e com uma posição contorcida. A magistrada ressaltou que o objetivo do pedido não condiz com o funcionamento dos tribunais federais.
Na sentença de 45 páginas, a juíza afirmou que o autor busca, caso a primeira-dama o processe, obter uma vitória antecipada. Não é assim que as cortes federais operam, completou.
Wolff, autor de quatro livros sobre Donald Trump, moveu a ação no ano passado em resposta a uma demanda de Melania Trump por retratação. A primeira-dama havia exigido desculpas por comentários relacionados ao caso de Jeffrey Epstein.
A magistrada disse que, embora haja uma disputa real entre as partes, Wolff e Melania devem seguir as regras comuns do litígio. O autor foi acusado de buscar tratamento especial ao levar o caso a tribunais de Nova York antes que a ação de difamação de Trump fosse movida na Flórida.
Em sua avaliação, a juíza reconheceu que Wolff teve prioridade no “caminho” até o tribunal, mas apontou uso inadequado de tática processual. A decisão não analisa o mérito da controvérsia.
Ao anunciar a decisão, a assessora de Melania Trump afirmou que a primeira-dama segue firme contra difamações maliciosas e falsas que, segundo ela, buscam atenção e recursos indevidos por conduta ilegal.
Melania Trump já havia feito uma declaração na Casa Branca negando qualquer relação com Epstein e informou que se defenderá de acusações infundadas. Ela reiterou que não teve amizade com Epstein e que eventos sociais coincidiam em círculos de Nova York e Palm Beach.
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