- Em quatro semanas, bloqueios em La Paz e El Alto cortam alimento, combustível e suprimentos médicos.
- O presidente Rodrigo Paz defende diálogo com os manifestantes e, ao mesmo tempo, envia forças de segurança, às vezes com gás lacrimogêneo, para liberar as vias.
- As mobilizações anti-governo e os bloqueios são vistos como um teste à democracia da Bolívia e à abertura da economia global.
- Paz fez as declarações em entrevista ao programa Wall Street Week, da Bloomberg Television, gravada em La Paz em 23 de maio.
A Bolívia vive uma nova temporada de protestos que já atingem a quarta semana. Bloqueios de estradas interrompem fornecimentos de alimento, combustível e itens médicos em La Paz, cidade administrativa, e em El Alto, vizinha, no oeste do país. Paz afirma que, para dissolver as blockades, está buscando diálogo com os manifestantes, ao mesmo tempo em que utiliza forças de segurança, incluindo gás lacrimogênio.
O atual cenário de manifestações ocorre em meio a críticas à gestão do governo. Segundo Rodrigo Paz, os movimentos anti-governo colocam à prova a transição democrática do país, que busca abrir-se à economia mundial. A declaração foi feita durante entrevista exibida no sábado pela Bloomberg Television, no programa Wall Street Week.
Interlocutores relatam que as manifestações seguem sem definição de prazo e que os bloqueios costumam exigir resposta rápida das autoridades para evitar desabastecimento nas duas cidades. O governo afirma que mantém operação de ordem pública para garantir a continuidade de serviços básicos.
De acordo com Paz, a prioridade permanece o diálogo. Ele não detalha planos específicos para retomada do tráfego, mas ressalta a necessidade de um caminho institucional para resolver as demandas dos manifestantes sem agravar o quadro social. As informações são com base na entrevista veiculada pela Bloomberg.
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