- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, disse que o país está na fase final de um memorando de entendimento com os EUA.
- Segundo ele, o processo vive uma dualidade: “estamos muito perto e muito longe de um acordo”.
- Baghaei afirmou que a visita do comandante do exército paquistanês, Asim Munir, a Teerã visou trocar mensagens entre governo iraniano e Washington.
- O memorando foca no fim das hostilidades, incluindo o fim da agressão naval dos EUA e a liberação de ativos iranianos congelados.
- O porta-voz ressaltou cautela sobre a postura dos Estados Unidos e disse que avanços não significam concordância plena; a reabertura do Estreito de Ormuz seria decisão do Irã e dos países costeiros, não dos americanos.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, afirmou neste sábado, 23, à Rádio/TV Iraniana que Teerã está na fase final de um memorando de entendimento com os Estados Unidos. O anúncio indica que as negociações seguem com pontos sensíveis ainda em aberto, mas com avanço relevante.
Baghaei informou que a visita do comandante do exército paquistanês, Asim Munir, a Teerã teve como objetivo facilitar a troca de mensagens entre os governos iraniano e americano. Nos últimos dias, as discussões centraram-se nos pontos de divergência entre as partes.
O memorando em elaboração visa encerrar hostilidades entre as Nações, abordando ações para o fim da agressão naval dos EUA e a liberação de ativos iranianos congelados, segundo o porta-voz. A redação enfatiza a necessidade de reduzir tensões e encontrar uma solução.
Avanço e cautela
Baghaei destacou cautela quanto à postura de Washington, mencionando histórico de posições contraditórias e mudanças de opinião. A aproximação atual não significa concordância plena, mas aponta para a viabilidade de uma solução comum.
Sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, Baghaei disse que o controle da via marítima permanece sob responsabilidade do Irã e dos países costeiros, sem envolvimento direto dos Estados Unidos. A questão é tratada como responsabilidade regional dos países litorâneos.
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