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Repatriados brasileiros da UE quase dobram em 2025

Brasil fica em 13º lugar entre nacionalidades repatriadas da UE em 2025, com 3.050 repatriações, alta de 94% frente a 2024

Bandeiras da União Europeia em frente à sede da Comissão Europeia em Bruxelas, na Bélgica
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  • Em 2025, o Brasil ficou em 13º lugar entre cerca de 170 nacionalidades, com 3.050 brasileiros repatriados, alta de 94% versus 2024.
  • O país também ficou em 12º lugar entre os que tiveram mais brasileiros impedidos de entrar na União Europeia. No total, 132,6 mil estrangeiros foram barrados, alta de 7%.
  • Bélgica, França, Portugal e Irlanda são os destinos de onde mais partiram os migrantes repatriados, e a maior parte ocorreu de forma voluntária.
  • O aumento de repatriações ocorreu junto com mais notificações para deixar um país do bloco, com 6.875 brasileiros recebendo ordem para sair, alta de 57% em relação a 2024 (Portugal registrou forte aumento).
  • Em Portugal houve o maior peso de repatriações de brasileiros, representando 74% do total, enquanto, no conjunto da UE, 135,4 mil estrangeiros foram repatriados para fora do bloco, alta de 21%.

Brasil registra quase dobrada de repatriações de brasileiros da União Europeia em 2025, segundo Eurostat. O país ficou em 13º lugar entre cerca de 170 nacionalidades, com 3.050 repatriações, alta de 94% frente a 2024. A maioria partiu de forma voluntária.

Entre os destinos que mais enviaram brasileiros de volta àcompetência do PA, Bélgica, França, Portugal e Irlanda aparecem como principais pontos de saída. Os fluxos refletem legalmente o aumento de notificações para deixar países com irregularidades.

O volume total de estrangeiros impedidos de entrar na UE em 2025 atingiu 132,6 mil, alta de 7% ante 2024. Polônia, França e Croácia foram os quase únicos grandes emissores de negativas de entrada. Ucrânia, Albânia e Moldávia lideraram as recusas de entrada por nacionais.

Do lado dos brasileiros, o total de impedidos de entrar foi de 2.910, com a maior parte (92%) ocorrendo em aeroportos. Em relação a 2024, houve incremento de 14% nessas ocorrências. Portugal e Irlanda concentraram boa parte das notificações.

As repatriações para fora da UE também mostraram alto, com 135,4 mil pessoas nesse fluxo em 2025, alta de 21% frente a 2024. Alemanha, França e Suécia foram os principais emissores de repatriação, enquanto Turquia, Geórgia e Síria lideraram os que deixaram o bloco nessa modalidade.

Portugal destacou-se na repatriação de brasileiros, respondendo por 74% do total. Na Bélgica, a população brasileira ocupou o topo entre as repatriações, embora em menor proporção. Irlanda também figou entre os principais emissores.

Especialistas apontam fatores que explicam os números, como maior rigor na aplicação das regras da UE. O professor Pedro Góis, da Universidade de Coimbra, cita efeito escala: mais imigrantes, mais saídas quando há conflito com autoridades.

Ele também relaciona o dado ao endurecimento de políticas migratórias em alguns países, com maior efetividade na observância de normas de retorno. Em 2025, o equilíbrio entre fluxos de saída e de repatriação permaneceu estável.

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