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Trump ameaça e recua: momentos em que EUA quase atacaram o Irã

Pressões diplomáticas e temor econômico frearam promessas de ofensiva de Trump contra o Irã, com recuos, cessar-fogos e extensões nas negociações

Trump chegou a ameaçar destruir 'civilização inteira' no Irã
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  • Em março de 2026, Trump exigiu que o Irã reabrisse o estreito de Ormuz em até 48 horas, ameaçando destruir instalações energéticas se não cumprisse.
  • Dias depois, anunciou o adiamento dos ataques por cinco dias e ampliou a pausa após reservas de conversas com Teerã, enquanto o Irã dizia que poderia atacar infraestrutura do Golfo.
  • No dia 31 de março, o presidente voltou a ameaçar obliterar refinarias, poços de petróleo e usinas elétricas iranianas, citando também a ilha de Kharg como alvo.
  • Em abril, Trump afirmou que os EUA estavam dispostos a levar o Irã à Idade da Pedra, sinalizando ações futuras, mas não houve bombardeios imediatos e houve novas negociações diplomáticas.
  • Ainda em abril, houve ameaças para abrir o estreito sob pressão, incluindo menções a um suposto “Dia das Usinas” e “Dia das Pontes”; em seguida, ocorreu cessar-fogo mediado pelo Paquistão e, em maio, aliados árabes teriam convencido Trump a desistir de ataques planejados para o dia 19, sustentando a possibilidade de acordo nuclear.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã diversas vezes, mas recuou ou adiou ações militares em momentos-chave, diante de pressões diplomáticas, econômicas e estratégicas. A tensão no Oriente Médio se manteve alta mesmo sem golpes militares consumados.

O histórico ficou marcado por promessas de “obliterar” infraestrutura iraniana e por mudanças rápidas de tom que, segundo analistas, fragilizaram a credibilidade americana e aumentaram ainstabilidade regional. A narrativa se desenrolou em meio a críticas internas e externas.

Contexto de 2026

Em março, Trump elevou o tom ao exigir a reabertura do Estreito de Ormuz em 48 horas, com aviso de ataques a instalações energéticas iranianas. Dias depois, anunciou a postergação dos ataques por cinco dias, sob alegação de conversas produtivas.

Em 31 de março, o presidente voltou a mencionar ataques a refinarias, poços de petróleo e usinas elétricas, citando até a possível destruição da ilha de Kharg. A reação internacional foi de preocupação com o impacto sobre mercados globais.

Novas ameaças e pausas

No início de abril, Trump afirmou que o Irã poderia ser levado à Idade da Pedra, sinalizando ações militares futuras. Mesmo assim, não houve bombardeio imediato, e o governo manteve contatos diplomáticos com Teerã.

Durante a Páscoa, o tom se manteve agressivo, com exigência pela reabertura do estreito e menção a cenários de “inferno” para o Irã, sem que ataques de grande escala fossem lançados. Mediadores internacionais passaram a acompanhar as negociações.

Intervenções diplomáticas e cessar-fogo

No fim de abril, Trump mencionou a possibilidade de ações adicionais, mas o anúncio veio seguido por um cessar-fogo mediado pelo Paquistão. O Irã apresentou uma proposta considerada viável para negociações futuras.

Em 21 de abril, o presidente sinalizou expectativa de bombardear o Irã, restando a dúvida sobre continuidade da trégua. Horas depois, houve extensão indefinida do acordo enquanto mediadores avaliavam propostas.

Aliados e o desfecho recente

Após discussões internas, aliados da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar teriam influenciado Trump a não prosseguir com ataques marcados para 19 de maio. A administração citou ainda pressão pública e dificuldades econômicas como fatores de contenção.

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