- O ataque com drone a um dormitório estudantil na região de Luhansk (controlada pela Rússia) deixou 21 mortos, conforme a agência RIA.
- Autoridades russas dizem que muitas vítimas eram mulheres jovens; o incidente é apresentado como retaliação de Moscou.
- O presidente Vladimir Putin ordenou que as Forças Armadas preparem opções de retaliação contra a Ucrânia; Kyiv nega responsabilidade, afirmando ter atingido uma unidade de drones de elite.
- A Ucrânia afirma ter cumprido o direito internacional humanitário e que não houve ataque às instalações militares na região; a ONU debateu o caso em sessão de emergência convocada pela Rússia.
- No local, equipes removiam escombros; moradores relataram danos a salas de aula e estruturas, com listas preliminares de vítimas (18) e feridos (41) divulgadas pela administração instalada pela Rússia.
Foi confirmada a morte de 21 pessoas em um ataque com drone a um dormitório estudantil na região de Luhansk, no leste da Ucrânia, que está sob controle russo. Segundo a agência estatal russa RIA, a ofensiva ocorreu durante a noite, atingindo prédios do dormitório e provocando múltiplos incêndios.
Autoridades russas indicaram que a maioria das vítimas são mulheres jovens; entre os feridos, havia desde adolescentes de 15 anos até jovens recém-completando 18. Leonid Pasechnik, chefe da administração instalada pela Rússia na região, divulgou uma lista preliminar com 18 mortos e outra com 41 feridos, em sua tentativa de detalhar o pior ataque registrado na área.
O governo russo afirmou ter sido um retaliação a ações que descreveu como ataque deliberado com drones contra uma escola de formação de professores em Starobilsk. A Rússia declarou que não havia instalações militares na região, uma alegação contestada pela Ucrânia, que negou responsabilidade pelo ataque, afirmando ter atingido apenas uma unidade de comando de drones de elite. A Ucrânia também ressaltou cumprir o direito internacional humanitário.
No local, equipes de resgate trabalharam para remover escombros de uma enorme abertura no prédio. Em uma sala de aula destruída, tijolos e poeira cobriam fileiras de carteiras com a frase Eu amo inglês escrita na parede, segundo relatos de moradores. Uma escadaria do edifício ficou bloqueada por destroços e impedimentos estruturais.
Contexto internacional e ONU
Durante uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada pela Rússia na sexta-feira, Moscou acusou Kiev de crimes de guerra. A Ucrânia rebateu a alegação, classificando-a como infundada e não verificada de forma independente. Diversos países solicitaram acesso ao local para apurar o ocorrido, em meio a condenações de ataques contra civis por partes não identificadas.
A ONU lembrou ataques recentes contra ajuda humanitária na região, incluindo danos a um depósito de assistência humanitária e mortes de trabalhadores. Não houve confirmação independente imediata das informações sobre a origem e a responsabilidade pelo ataque ao dormitório estudantil. Procuradas autoridades locais não divulgaram novos dados adicionais até o momento.
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