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Austrália ordena que investidores ligados à China vendam ações de mineradora

Austrália determina venda de 17,58% da Northern Minerals por investidores ligados à China em 14 dias, para liberar quase US$ 1,68 bilhão e conter domínio de Pequim

Ordem representa a 2ª grande intervenção da Austrália no registro de ações da empresa
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  • Austrália determinou que seis investidores ligados à China vendam 17,58% da Northern Minerals em até 14 dias, em troca de quase US$ 1,68 bilhão.
  • A medida foi anunciada pelo tesoureiro Jim Chalmers e justificada pelo governo como uma questão de interesse nacional.
  • É a segunda intervenção do governo australiano envolvendo a participação da Northern Minerals, após ação de junho de 2024 que obrigou cinco investidores chineses a venderem 10,4%.
  • O projeto Browns Range, no oeste da Austrália, é estratégico e recebe financiamento dos EUA para reduzir a dependência de terras-raras pesadas da China.
  • As ações da Northern Minerals oscilaram após a ordem, chegando a cair até 13,8% em 20 de maio; o projeto visa iniciar a produção em 2028.

Austrália determinou que seis investidores ligados à China se desfaçam de 17,58% da Northern Minerals, maior desenvolvedora de terras-raras pesadas do país. A decisão foi anunciada pelo tesoureiro Jim Chalmers e prevê venda em 14 dias, totalizando quase US$ 1,68 bilhão em ações.

Os acionistas abrangidos incluem entidades registradas na China continental, Hong Kong e Ilhas Virgens Britânicas, além de dois cidadãos chineses. O governo afirma haver pressão de aliados ocidentais para garantir cadeias de suprimentos de defesa críticas.

A medida visa conter o domínio chinês sobre terras-raras pesadas, usadas em tecnologias militares avançadas. A Northern Minerals detém o Browns Range, em WA, com financiamento dos EUA para início de produção previsto para 2028.

> Contexto estratégico e financeiro

A intervenção marca a segunda ação similar da Austrália sobre registro de ações da empresa, após 2024, quando chineses foram obrigados a vender 10,4%. A maior participação neste novo grupo é da Real International Resources Limited, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, com 6,48%.

O Browns Range recebe apoio de Washington e Camberra, após acordo de minerais críticos assinado em 2025 entre EUA e Austrália. O acordo garantiu até US$ 230 milhões em financiamento do Banco de Exportação e Importação dos EUA.

As terras-raras do Browns Range incluem disprósio e térbio, usados em uma refinaria nacional australiana de terras-raras, com financiamento governamental de US$ 1,1 bilhão para a instalação da Iluka.

A reação chinesa foi veiculada por Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, que criticou a decisão e pediu tratamento justo para investimentos. A medida já gerou volatilidade nas ações da Northern Minerals.

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