- EUA indiciaram o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, por assassinato, alimentando especulações sobre mudanças de regime em Cuba.
- A pressão americana tem contribuído para a maior escassez de energia e combustíveis já vistas na ilha nas últimas décadas.
- Uma possibilidade é capturar Raúl Castro, seguindo modelos usados em Maduro ou Noriega; Trump disse não descartar, mas não confirmou a operação.
- Outra opção é buscar mudanças de liderança em Havana, com a ideia de um acordo negociado, ainda sem uma figura óbvia de substituição.
- A terceira hipótese é o colapso econômico de Cuba, com apagões e falta de alimentos, o que poderia provocar e deslocamentos migratórios em direção a outros países.
Os Estados Unidos indiciaram o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, por assassinato, alimentando especulações sobre mudanças de regime em Havana. A denúncia ocorre num contexto de pressão máxima de Washington sobre Cuba e de intensificação da crise econômica na ilha.
A Casa Branca afirma que não tolerará um Estado hostil próximo ao território americano, enquanto o governo cubano enfrenta a pior escassez de energia e de combustível das últimas décadas. A situação já afeta a vida cotidiana de cidadãos cubanos.
Trump afirmou que a escalada não é necessária, mas não descartou ações. Parlamentares americanos discutem opções que vão desde mudanças de liderança até possíveis intervenções, mantendo, porém, cautela sobre consequências regionais.
Cenários de mudança de poder
Uma possibilidade considerada é a captura de Raúl Castro por parte de forças norte-americanas para responder a acusações em Nova York. A ideia é tratada por alguns setores, apesar de riscos operacionais.
Especialistas divergem sobre o impacto da saída de Castro para a estrutura de poder em Cuba, já que o ex-líder renunciou em 2018 e a dinastia de 1959 não é o único suporte do regime.
Outra linha em estudo envolve a substituição de lideranças em Havana por figuras alinhadas aos interesses dos EUA, com promessas de abertura econômica e maior investimento estrangeiro, sem destruir o aparelho estatal.
Cenário de colapso econômico
Uma terceira possibilidade é o agravamento da crise, com quedas na produção, apagões e desabastecimento. Mesmo assim, analistas ressaltam que o Estado cubano mantém controle sobre a segurança interna.
Caso o país entre em colapso, deve-se esperar fluxo migratório intenso para os EUA e outros países. A região observa com cautela a resposta de Havana e a articulação de novas lideranças.
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