- A tensão entre Cuba e os Estados Unidos aumentou, com o governo americano acusando criminalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro.
- Na mesma semana, forças americanas confirmaram a chegada de um porta-aviões ao Caribe, elevando temores de ação militar.
- O especialista Felippe Ramos afirmou no Agora CNN que o risco de intervenção em Cuba é iminente, com possível ação de caráter predominantemente político.
- Ramos destacou que, diferentemente da Venezuela, Cuba não tende a oferecer retornos econômicos imediatos aos EUA; o ganho seria político e simbólico.
- Ele ligou qualquer hipótese de operação ao desenrolar do conflito com o Irã, dizendo que ativos militares no Oriente Médio precisariam retornar ao Caribe para viabilizar uma ação.
A tensão entre Cuba e os Estados Unidos aumentou nesta semana, com o governo norte‑americano anunciando acusações criminais contra Raúl Castro e revelando a presença de um porta‑aviões no Caribe. A escalada acontece num contexto de discussões sobre ações militares na região.
O especialista Felippe Ramos, PhD pela New School de Nova York, afirmou em entrevista ao Agora CNN que há risco iminente de intervenção em Cuba. Segundo ele, a operação seria calculada para ocorrer em momento estratégico, similar ao que ocorreu na Venezuela.
Ramos aponta que, diferentemente da Venezuela, Cuba não oferece ganhos econômicos imediatos aos EUA. O foco seria político e simbólico, dado o controle do poder pelo Partido Comunista e a ausência de oposição civil expressiva.
Segundo o especialista, Washington busca demonstrar poderio militar após o que classificou como sucesso operacional na Venezuela, mas reconhece que conflitos prolongados podem trazer custos.
A entrevista também estabelece relação entre o conflito com o Irã e qualquer ação em Cuba. Com ativos mobilizados no Oriente Médio, os EUA teriam de realocar forças para viabilizar uma intervenção na ilha.
A situação regional envolve ainda o recente aceno de risco no Caribe, com autoridades avaliando cenários distintos e o tempo de resposta apropriado. O desenrolar dependerá de fatores diplomáticos e militares.
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