- A ala conservadora do Partido Republicano criticou o que vê como um possível acordo de paz com o Irã, chamando-o de desastre e questionando por que a guerra foi iniciada.
- Trump afirmou que não pretende apressar as negociações, mantendo que o tempo favorece os EUA, após críticas de aliados.
- O rascunho do acordo prevê um cessar-fogo de sessenta dias, a reabertura do estreito de Hormuz e permissão para navios passarem livremente.
- Em troca, os EUA levantariam o bloqueio naval sobre portas do Irã, o Irã poderia vender petróleo livremente e haveria negociações sobre o programa nuclear.
- Críticos republicanos, como Lindsey Graham, Ted Cruz e Tom Cotton, alertaram que as concessões alterariam o equilíbrio de poder na região; Pompeo também discordou, enquanto Marco Rubio mencionou progresso recente.
Trump enfrenta resistência de aliados ao acordo com o Irã, que ele tenta fechar quando se aproximam negociações. A oposição dentro do próprio país descreve o que é visto como concessões como um erro potencial, em meio a custos econômicos crescentes. O tema é a busca por fim ao conflito iniciado no ano passado, com foco em abrir o estreito de Hormuz e avançar em negociações sobre o programa nuclear.
Os republicanos próximos a Trump reagiram de forma contundente a relatos de que o texto do acordo inclui concessões de Washington. O temor é de que o cessar-fogo de 60 dias e a suspensão de operações no estreito possam enfraquecer a posição dos EUA na região. A resposta pública foi rápida entre senadores, que alertaram sobre impactos estratégicos.
O próprio Trump mostrou ontem que prefere não apressar o processo, dizendo que as negociações devem seguir de modo ordenado. Segundo ele, ainda não houve decisão final, e seus representantes não devem ser pressionados por um prazo curto. O relato sugere que as negociações ainda estão em fase inicial.
Entre os pontos discutidos, estaria a liberação do estreito de Hormuz, que ficaria aberto durante o cessar-fogo, com o fim de minas e passagem de navios. Em contrapartida, o governo americano poderia suspender parte das sanções e avançar com conversas sobre o programa nuclear iraniano em separado.
Partidos aliados destacaram que a situação exige cautela. O senador Lindsey Graham, aliado próximo de Trump, afirmou que, se o acordo beneficiar o Irã sem garantias de proteção à infraestrutura regional, haveria uma mudança de equilíbrio que exigiria atenção diplomática maior. A avaliação pública ressaltou a necessidade de manter linhas vermelhas.
O senador Tom Cotton já reforçou uma posição mais dura, cobrando que qualquer acordo não permita ao Irã enriquecer urânio ou ampliar seu poder regional. O colega Ted Cruz também manifestou preocupação, insistindo que a liderança dos EUA não deve ceder sem garantias claras de segurança para Israel e para aliados no Golfo.
O ex-secretário de Estado e ex-diretor da CIA, Mike Pompeo, criticou o que tem sido discutido, comparando as propostas a acordos anteriores que, na visão dele, não atenderiam aos interesses dos EUA. Pompeo enfatizou ações de restrição financeira ao Irã e a necessidade de manter o estreito sob controle.
O atual secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu que houve progresso importante e indicou que, em breve, poderia haver boas notícias. Ele afirmou, durante visita a um país asiático, que as negociações podem apresentar avanços nos próximos horários, mantendo o tom de otimismo cauteloso.
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