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Irã acusa EUA de recuo em acordo e ameaça não assinar, afirma emissora

Irã acusa EUA de recuo em questões centrais do acordo — descongelamento de ativos e cessar-fogo no Líbano — e diz que não assinará nos termos atuais

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  • Autoridades iranianas sinalizaram mudança de tom nas negociações com os Estados Unidos, menos de 24 horas após Donald Trump afirmar que o acordo estava “em grande parte negociado”.
  • Uma fonte iraniana citada pela Al Jazeera aponta recuo dos EUA em dois pontos centrais: o mecanismo de descongelamento de ativos iranianos e o escopo do cessar-fogo no Líbano; Teerã afirmou que não assinará nos termos atuais.
  • O rascunho do acordo previa um marco para o cessar-fogo no Líbano, mas Israel estaria pressionando para incluir uma cláusula que autorize operações militares libanesas em resposta a “qualquer ameaça”.
  • O The New York Times havia informado, citando um funcionário sênior da Casa Branca, que os EUA e o Irã teriam chegado a um acordo preliminar para reabrir o Estreito de Ormuz; Trump, porém, disse não ter pressa para fechar o acordo.
  • Novos ataques em Arab Salim, no Líbano, deixaram ao menos duas pessoas mortas e outras dez feridos, após ataque anterior que destruiu o centro de defesa civil em Nabatieh.

Autoridades iranianas sinalizam mudança de tom nas negociações com os Estados Unidos, menos de 24 horas após Trump afirmar que o acordo estava “em grande parte negociado”, segundo a Al Jazeera. A informação chega em meio a tensões sobre ativos iranianos e ações no Líbano.

Segundo o correspondente Ali Hashem, há sinais de recuo americano em dois pontos centrais: o mecanismo de descongelamento de ativos iranianos e o escopo do cessar-fogo no Líbano. Teerã teria informado aos mediadores que não assinará o acordo nos termos atuais.

Apesar do rascunho conter um marco de cessar-fogo no Líbano, Israel pressiona Washington para incluir uma cláusula que autorize operações militares libanesas em resposta a qualquer ameaça. O Irã vê esse movimento como afastamento dos entendimentos prévios.

O The New York Times já havia citado, com base em um funcionário sênior da Casa Branca, um acordo preliminar que previa a reabertura do Estreito de Ormuz. Em seguida, Trump afirmou não ter pressa para concluir o entendimento, dizendo que o acordo ainda não foi totalmente negociado.

Paralelamente, a região vive capítulos de violência. Novos ataques israelenses atingiram Arab Salim, no Líbano, provocando pelo menos duas mortes e dez feridos. O ataque ocorreu após uma ofensiva que destruiu o centro de defesa civil em Nabatieh, segundo autoridades de saúde.

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