- Uma fonte sênior iraniana disse à Reuters que Teerã não concordou em entregar o urânio altamente enriquecido.
- A questão nuclear não faz parte do acordo preliminar com os Estados Unidos e será tratada nas negociações para um acordo final.
- Não houve acordo para enviar o estoque de urânio enriquecido a 60% para fora do país, estimado em cerca de 408 quilos pela AIEA.
- Os EUA buscavam limitar o enriquecimento e exigir a entrega do estoque, enquanto o Irã resistia a suspender o enriquecimento a longo prazo.
- Propostas recentes incluíram pausa de vinte anos dos EUA e pausa de cinco anos do Irã, rejeitada pelos EUA; as negociações continuam após ataques de fevereiro.
Uma fonte sênior iraniana disse à Reuters neste domingo (24) que Teerã não concordou em entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido. A informações indicaram ainda que a questão nuclear não faz parte do acordo preliminar com os Estados Unidos. O Irã espera tratar o tema em negociações para um acordo final.
Segundo a fonte, o estoque de urânio enriquecido a 60% não foi objeto de consenso no acordo atual. A equipe de negociações norte-americana pediu restrições adicionais e o Irã propôs uma suspensão de cinco anos, posição que não foi aceita pelos EUA. As conversas ocorrem em meio a tensões relativas ao programa nuclear.
Contexto da disputa nuclear
O tema continua no centro das disputas entre EUA e Irã, com o governo de Washington insistindo em limitar o enriquecimento e a entrega de material já produzido. A AIEA estima o estoque em cerca de 408 quilos de urânio enriquecido a 60%, próximo ao nível para armas nucleares, caso avancem as capacidades para esse fim.
O Irã sustenta que não busca desenvolver uma arma nuclear e lembra que, como signatário do TNP, tem direito a enriquecer urânio para fins pacíficos. Desde o início das negociações, Teerã resiste a suspender o enriquecimento por longos períodos. O debate sobre uma possível suspensão de até 20 anos foi apresentado pelos Estados Unidos, mas rejeitado pelo Irã.
As negociações, já marcadas por fortes disputas, continuam desde fevereiro, quando Washington e Israel lançaram ataques militares contra o Irã. As partes buscam um caminho para um acordo final que encerre as disputas sobre o programa nuclear, sem comprometer os estoques iranianos.
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