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Marinha britânica planeja retirar minas Estreito de Ormuz enquanto negocia paz

Marinha britânica se prepara para remover minas no Estreito de Ormuz com navio e drones, dependente de acordo de paz e abertura de corredor de navegação

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, gás natural e fertilizantes da região
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  • A Marinha britânica se prepara para remover minas no Estreito de Ormuz, com o navio RFA Lyme Bay ancorado perto de Gibraltar, dependente de um acordo de paz no Oriente Médio.
  • A operação, potencialmente liderada por Reino Unido e França, envolve munições e drones submarinos com sonar para detectar minas.
  • O plano é abrir primeiro um corredor de navegação para permitir a saída de cerca de sete centenas de navios presos, seguido de uma rota de retorno; a limpeza pode levar meses ou anos.
  • A mobilização ocorre enquanto negociações entre Estados Unidos e Irã seguem indefinidas; Trump disse que o acordo já foi amplamente negociado, mas sem conclusão formal.
  • A missão dependerá do fim oficial das hostilidades; o RFA Lyme Bay deve seguir com apoio aéreo de aliados e passagem pelo Canal de Suez rumo ao Golfo Pérsico.

O Reino Unido prepara uma operação para remover minas no Estreito de Ormuz, caso haja acordo de paz no Oriente Médio. Navios britânicos, liderados pelo RFA Lyme Bay, em Gibraltar, sofrem mobilização com drones submarinos a bordo. A ação depende de um entendimento entre Estados Unidos e Irã.

Centenas de marinheiros aguardam a possível missão, que contaria com o destróier HMS Dragon e apoio de embarcações aliadas. O objetivo é abrir um corredor de navegação no estreito, após a conclusão de hostilidades, e facilitar o tráfego de cerca de 700 navios presos na região.

A tripulação recebe munições e drones com sonares para detecção de minas. Pequenos veículos não tripulados devem mapear o fundo e localizar explosivos, reduzindo a necessidade de mergulhadores em áreas de risco.

Minhas marítimas e drones submarinos

A comandante Gemma Britton afirma que o Irã pode ter espalhado explosivos de diferentes tipos pelo estreito. As minas podem permanecer presas por cabos, repousar no fundo ou ser acionadas por som, movimento ou luz.

A Agência Associated Press acompanhou demonstrações de sistemas autônomos que mapeiam o fundo em metade do tempo de uma embarcação tripulada, gerando imagens de objetos submersos e ajudando a identificar minas.

O propósito inicial é restabelecer uma rota de navegação segura, com prioridade para abrir passagem para o fluxo comercial. A limpeza completa, no entanto, pode durar meses ou anos, dependendo de condições e disponibilidade de recursos.

Situação atual e perspectivas

Não está claro se minas efetivamente existem no estreito ou se a mobilização é apenas demonstração de força. Um funcionário americano afirmou que não houve identificação de minas nem ataques recentes contra navios na região.

As seguradoras do setor marítimo exigem segurança comprovada para permitir o retorno de navios à região. Autoridades britânicas indicam que a operação pode oferecer essa certidão de segurança, mas dependem de acordo entre as partes envolvidas.

Os interesses dos EUA, Reino Unido e aliados permanecem condicionados ao fim das hostilidades. Trump disse que avanços nos acordos com o Irã já estão em estágio avançado, mas sem prazo formal.

Enquanto isso, o RFA Lyme Bay permanece em estado de prontidão, com a tripulação aguardando instruções adicionais e montagem de logística para uma eventual travessia pelo Canal de Suez rumo ao Golfo Pérsico.

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