- O Butão abre-se ao turismo com o Aeroporto Internacional de Gelephu, previsto para 2029, com terminal de madeira e espaços para banhos de gongos, ioga e meditação.
- O novo aeroporto terá capacidade para até 123 voos por dia e deverá impulsionar a Gelephu Mindfulness City, região planejada para estimular empregos, investimentos e turismo.
- Gelephu fica no sul do país, perto de parques nacionais como o Royal Manas, oferecendo oportunidades de observar vida selvagem e trilhas.
- O Butão mantém o modelo de turismo de alto valor e baixo volume; desde 2022, há a Taxa de Desenvolvimento Sustentável de US$ 100 por adulto, por noite, com demais custos organizados separadamente.
- O projeto é liderado pelo rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck e ganhou impulso durante a pandemia, com foco em sustentabilidade, espiritualidade e expansão do turismo ao sul do país.
O Butão avança para abrir sua porta ao turismo com um novo aeroporto internacional em Gelephu, a leste do país. A iniciativa inclui a criação da Gelephu Mindfulness City, um projeto ambicioso que busca atrair visitantes sem perder o controle sobre o turismo de alto valor.
O rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck supervisiona o projeto, que envolve a participação de cerca de 12 mil voluntários para preparar o terreno. O objetivo é transformar a entrada para o sul do reino, tradicionalmente menos visitado, em um eixo turístico e econômico.
A inauguração do aeroporto está prevista para 2029. O terminal terá estrutura de madeira, uso de madeira butanesa e regulará a umidade para remeter às paisagens do Himalaia. O espaço incluirá áreas para banhos de gongos, ioga e meditação.
A capacidade do terminal será de até 123 voos diários, visando atender tanto turismo quanto a recém planejada Cidade da Atenção Plena de Gelephu, uma área administrativa que o governo quer tornar autossustentável e receptiva a moradores locais e estrangeiros.
Novo eixo turístico no sul do Butão
O sul do país, até hoje pouco explorado pelos visitantes, fica entre parques nacionais como o Royal Manas. A região abriga elefantes, tigres, rinocerontes e uma diversidade de aves, com foco em turismo de natureza e experiências espirituais.
O governo busca diversificar os roteiros, incluindo retiros, templos e centros de atenção plena. Mestres budistas devem indicar propostas para espaços de retiro na futura cidade, mantendo o perfil de turismo responsável e sustentável.
A ideia é conectar Gelephu a uma futura ferrovia de 69 km até Assam, na Índia, ampliando o intercâmbio regional. Esse trecho ferroviário seria a primeira linha de trem do Butão, fortalecendo a logística de acesso ao sul do reino.
Em Gelephu, a oferta de hospedagem se desenvolverá com opções familiares e acampamentos ecológicos, em contraste com os hotéis de luxo do oeste do Butão. A trilha Lotus-Born Trail, com 168 km, pretende ligar o sul ao centro do país, passando por áreas de alta valor ambiental e cultural.
O sul do Butão, historicamente isolado, vem ganhando atenção por sua biodiversidade e por novas propostas de turismo que promovem experiências locais, culinária regional e artes tradicionais. O rei enfatiza que o país busca inovar sem abandonar seus princípios.
Segundo autoridades locais, o objetivo é que Gelephu funcione como uma escala para turistas estrangeiros, incentivando permanências maiores e visitas a áreas menos exploradas. A estratégia integra preservação ambiental com desenvolvimento econômico.
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