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Omar Cunha, ex-Shell, afirma que Trump não estudou história

Omar Cunha afirma que Trump subestimou o Estreito de Ormuz; guerra no Irã pode redesenhar a geopolítica da energia e abrir espaço ao Brasil como supridor, se ampliar o refino

Omar Cunha
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  • Omar Carneiro da Cunha, ex-presidente da Shell Brasil (1992-1994), critica o presidente Donald Trump em podcast sobre como a guerra no Irã pode redesenhar a geopolítica da energia.
  • Cunha afirma que Trump subestimou riscos econômicos no Estreito de Ormuz, considerado uma vulnerabilidade estratégica para os EUA.
  • Brasil, exportador líquido de petróleo, poderia virar alternativa de suprimento, mas há limites devido à capacidade de refino.
  • Adriano Pires comenta que, se o refino brasileiro fosse mais aberto, o país poderia exportar diesel e gasolina.
  • Cunha deixou o conselho da Petrobras em 2021 após intervenção do governo; destaca que a Petrobras é uma empresa de economia mista com investidores privados.

O ex-presidente da Shell Brasil, Omar Carneiro da Cunha, participou do podcast POWER ao lado de Adriano Pires para discutir como a guerra no Irã pode redesenhar a geopolítica da energia e o papel do Brasil nesse cenário. A entrevista destacou impactos esperados sobre o abastecimento global.

Segundo Cunha, o presidente dos EUA, Donald Trump, subestimou os riscos econômicos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de energia. Ele classificou a situação como uma vulnerabilidade relevante para os Estados Unidos, associada a decisões políticas recentes.

Para o ex-diretor, mesmo exportador líquido de petróleo, o Brasil pode passar a ser visto como uma alternativa de suprimento. Adriano Pires, no entanto, ressaltou limites ao potencial do país, destacando que o refino é pouco explorado e que abrir o refino poderia ampliar exportações.

Contexto histórico

Cunha manteve ainda olhar crítico sobre a abertura do setor de distribuição na era Collor, observando que a liberalização ocorreu de forma rápida e sem controles suficientes, o que, na visão dele, permitiu distorções e sonegação fiscal.

Ele lembrou que deixou o conselho da Petrobras em 2021, após interferência do governo. O ex-diretor afirmou que a Petrobras é uma empresa de economia mista, com investidores privados, ainda que o controlador às vezes se esqueça disso.

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