- O papa Leão XIV deve abordar a ascensão da inteligência artificial em sua primeira encíclica aprofundada, intitulada Magnifica Humanitas, apresentada na segunda-feira (25) no Vaticano e assinada pelo pontífice em 15 de maio.
- O texto deve condenar o uso da IA em guerras e tratar de como a tecnologia desafia os direitos dos trabalhadores.
- A apresentação ocorrerá no Vaticano, com a participação do papa e de Chris Olah, cofundador da Anthropic, em uma quebra de tradição papal.
- A encíclica deve defender a proteção da dignidade humana na era da IA e pode oferecer diretrizes da Igreja sobre direitos trabalhistas.
- Leão XIV completou um ano de pontificado em 8 de maio e tem destacado os riscos da IA em discursos recentes.
O Papa Leão XIV deve tratar da ascensão da inteligência artificial em sua primeira encíclica aprofundada. O texto, apresentado nesta segunda-feira (25) no Vaticano, expõe preocupações sobre os impactos da tecnologia nos direitos humanos e no trabalho.
Segundo fontes consultadas, a encíclica condenará o uso da IA em guerras e discutirá como a tecnologia desafia as condições de trabalho. A obra está prevista para ser intitulada Magnifica Humanitas e já foi formalmente assinada pelo pontífice no dia 15 de maio.
O Vaticano informou que Leão XIV participará, no Vaticano, de uma apresentação pública do documento, um afastamento da prática tradicional de deixar os discursos para cardeais e assessores. O evento contará com a presença de Chris Olah, cofundador da empresa de IA Anthropic.
Direitos dos trabalhadores
A encíclica deve abordar, com foco nas questões sociais, a proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial e os direitos dos trabalhadores. A publicação está sendo preparada ao longo de meses e há expectativa de que ofereça diretrizes significativas para o tema.
Leão XIV, que completou um ano de pontificado, tem adotado postura crítica em relação a avanços tecnológicos e aos impactos sociais da IA. Em discurso recente, ele citou usos da tecnologia que podem intensificar conflitos no plano internacional.
A divulgação do texto ocorre em meio a controvérsias envolvendo a relação entre IA, segurança e ética. A presença de Olah indica a participação de pesquisadores externos na discussão, ainda que o Vaticano mantenha o tom institucional da obra.
A encíclica anterior do Papa Francisco, publicada em outubro de 2024, já trazia recomendações sobre responsabilidade econômica e combate à desigualdade. A nova obra, porém, deve concentrar-se na proteção e dignidade humanas frente às inovações tecnológicas.
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