- O parlamento israelense aprovou, na quarta-feira, o projeto de dissolução do Knesset, abrindo caminho para eleições nacionais antecipadas em algumas semanas.
- A data exata ainda será definida pela comissão responsável, com previsão de votação final em até três etapas; os cenários apontam para setembro ou até 27 de outubro.
- A dissolução foi motivada pela ruptura de um grupo ultraortodoxo com o governo, que acusa a coalizão de não cumprir a promessa de isenção do serviço militar para a comunidade; a oposição também busca derrubar o governo.
- O processo volta à comissão para fixar data, depois retorna à aprovação final, exigindo 61 votos dos 120 deputados em uma terceira votação.
- Pesquisas mostram Netanyahu sob pressão; seus adversários principais são Naftali Bennett, Yair Lapid e Gadi Eizenkot, em meio a um cenário político de coalizões incertas.
O parlamento de Israel aprovou na quarta-feira um projeto de lei para dissolver o Knesset, antecipando, potencialmente, as próximas eleições nacionais. A decisão ocorre em meio a sinais de desalinhamento com a coalizão de Benjamin Netanyahu e pressão de adversários políticos. Ainda não há data definida.
A votação foi motivada pela decisão de um grupo judaico ultraortodoxo, tradicional aliado de Netanyahu, de romper apoio ao premiê e buscar eleições antecipadas. A coalizão acusa a oposição de tentar derrubar o governo com esse movimento.
Após a aprovação, o projeto segue para a comissão para definir a data das eleições, que precisa de três votações. A terceira votação exige maioria de 61 dos 120 membros do Knesset. O calendário pode variar entre setembro e outubro.
Pesquisas indicam que Netanyahu enfrenta queda de credibilidade em segurança desde o ataque de 7 de outubro de 2023. A liderança da coalizão permanece sob avaliação, com possibilidade de nova coalizão opositora não se formar.
O principal rival de Netanyahu é Naftali Bennett, ex-primeiro-ministro, que forma o bloco Juntos com Yair Lapid. Gadi Eizenkot, ex-chefe militar, também ganha espaço entre os candidatos. Candidatos disputam com mensagens de união nacional.
Outros fatores pesam na disputa: o julgamento por corrupção de Netanyahu e a possibilidade de um acordo judicial com o presidente Isaac Herzog. A saúde do premiê também é tema público, com histórico de tratamento médico recente.
Questões de segurança continuam no centro da disputa, com operações em Gaza e tensões com o Hezbollah e o Irã. O cenário externo é apontado como fator que pode influenciar o apoio popular e a dinâmica eleitoral.
Entre na conversa da comunidade