- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o país buscará um bom acordo com o Irã ou lidará com o país “de outra maneira”, priorizando a diplomacia.
- Trump disse ter instruído os representantes a não se precipitarem em um acordo, mantendo abertura a alternativas caso as negociações não avancem.
- Brasileiros: o Estreito de Ormuz é um ponto central, com relatos de que o Irã pode abrir a região em troca do levantamento de bloqueio naval e do descarte do urânio enriquecido.
- Fontes ouvidas pela imprensa indicam que Washington planeja, inicialmente, reabrir o estreito e levantar o bloqueio, deixando os detalhes nucleares para etapas seguintes, com previsão de até sessenta dias para chegar a um acordo final.
- Os preços do petróleo recuaram cerca de seis por cento, ante a perspectiva de proximidade entre EUA e Irã, apesar de divergências persistentes sobre o programa nuclear e sanções.
Marco Rubio afirma que os EUA buscarão um bom acordo com o Irã ou agirão de outra forma, em Nova Délhi, nesta segunda-feira. O secretário de Estado ressaltou que a diplomacia terá prioridade antes de explorar alternativas, após sinalizações do presidente Donald Trump de cautela em relação a um acordo.
Rubio afirmou que havia algo sólido em discussão sobre abrir o Estreito de Ormuz, negociando uma solução com prazo definido sobre o programa nuclear do Irã. Ele disse que os EUA darão todas as chances à diplomacia antes de seguir por caminhos diferentes.
No domingo, Trump pediu calma aos negociadores e disse que não se pode se precipitar. Na noite de hoje, o bloqueio naval aos navios iranianos no estreito permanecia, segundo informações de agências ligadas ao Irã.
Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou que os EUA ainda impediam partes de um possível acordo, incluindo a liberação de fundos iranianos congelados. A versão iraniana não teve confirmação imediata.
Pelo lado econômico, o mercado de petróleo recuou cerca de 6% na segunda-feira, com a expectativa de avanço diplomático entre as partes. O comportamento dos preços reflete o otimismo com uma trégua ou acordo de paz.
No fim de semana, Trump afirmou, via Truth Social, que EUA e Irã haviam negociado grande parte de um memorando que reabriria o Estreito de Ormuz. O estreito era responsável por pelo menos um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito.
Pontos Críticos
Fontes americanas detalharam que o Irã aceitou abrir o estreito em princípio, em troca do levantamento do bloqueio naval e da eliminação do urânio altamente enriquecido. Não houve confirmação oficial do Irã sobre esse formato.
Segundo descrições não oficiais, Washington vê a reabertura do estreito como prioridade, enquanto o desenho final do regime nuclear exigiria mais tempo. Um cronograma apontado indicaria cerca de 60 dias para chegar a um acordo final.
Enquanto isso, fontes iranianas citadas pela Reuters mencionaram que, em etapas futuras, poderiam existir fórmulas para resolver a disputa sobre o urânio enriquecido, sob supervisão da ONU. O Irã mantém que enriquece apenas para fins civis.
Trump busca um acordo que encerre o conflito iniciado no fim de fevereiro, mas o cenário permanece estreito. O cessar-fogo atual é frágil e já teve impactos nos custos energéticos globais.
O conflito envolve também a guerra de Israel no Líbano, o apoio iraniano a milícias no Golfo e disputas sobre sanções e receitas congeladas. As negociações continuam sem confirmação oficial de nenhum dos lados.
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