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Trump afirma não fazer maus acordos, mas hawks republicanos duvidam

Trump defende bons acordos, mas hawks republicanos questionam o pacto com o Irã, que envolve liberação de ativos e retorno do tráfego no estreito de Hormuz

After spending billions of dollars, Trump has progressed no further on the nuclear issues than where he was at the last round of talks in Geneva on 26 February before the war started.
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  • O governo dos EUA aceitou desbloquear bilhões de dólares de ativos iranianos e pretende reabrir gradualmente o estreito de Hormuz, em troca de concessões sobre o programa nuclear iraniano.
  • O Irã, por sua vez, diz que só discutirá questões de enriquecimento em até sessenta dias e nega ter concordado em enviar urânio enriquecido ao exterior nem aceitar teto de enriquecimento por dez anos.
  • Discrepâncias de última hora levaram a dúvida sobre a assinatura de um memorando final no domingo, tornando o acordo menos provável.
  • Analistas avaliam que, mesmo com promessas, não houve avanço significativo na questão nuclear desde a rodada de Genebra, e críticos reforçam ceticismo sobre os resultados.
  • Israel resiste a certas partes do memorando, especialmente sobre operação no Líbano, enquanto o cenário político interno nos Estados Unidos e tensões regionais influenciam as negociações.

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que não faz maus acordos, mas a percepção entre republicanos é de dúvidas sobre o atual entendimento com o Irã. A leitura geral aponta que Washington pode ter aceitado não alcançar por guerra o que buscava com o programa nuclear iraniano.

Na prática, surgem sinais de que o acordo depende de liberar ativos iranianos congelados, além de compromissos sobre o estreito de Hormuz. Em troca, haveria a reabertura gradual da região a tráfego comercial, revertendo impactos econômicos globais.

As negociações incluem dúvidas sobre o tipo de concessões iranianas, principalmente quanto à acumulação de urânio enriquecido. O texto enfrentou entraves de última hora, com o Irã defendendo que discussões não podem começar já com tais compromissos.

Contexto estratégico

Ali Vaez, da Crisis Group, afirma que a ala de linha-dura de Washington pressionou fortemente, o que resultou em uma série de sanções, bloqueios e impactos econômicos globais. A leitura é de que pressões não trouxeram as concessões desejadas.

Trita Parsi, do Quincy Institute, sustenta que Trump recuou para uma posição próxima à de antes do próximo cessar-fogo, antes de a decisão de bloquear portos ter sido adotada. O efeito é visto como retorno a um patamar anterior, sem avanços substanciais.

Reações regionais

O governo iraniano, em nota do ministro de Relações Exteriores, rejeita a ideia de envio de urânio enriquecido ao exterior ou de teto de enriquecimento por 10 anos. O Irã diz que discutir tais temas exige prazo de 60 dias, sem sinal de retrocesso claro.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que as negociações devem demonstrar que o país não busca arma nuclear. A diplomacia permanece como caminho para avanços, sem depender de via militar.

Implicações regionais

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu enfrenta pressão interna em ano eleitoral. O texto aponta que o recuo do uso da força pode gerar impactos políticos para Israel, com mudanças na linha de apoio dos EUA.

Israel resiste a aspectos do memorando, especialmente o arcabouço para cessar-fogo no Líbano. O país defende autorização para ações militares em resposta a qualquer ameaça, posição que diverge da tradicional linha iraniana.

Perspectivas e próximos passos

A cooperação para normalizar o tráfego no estreito de Hormuz permanece incerta. Autores citados destacam discussões entre Irã e Oman sobre a autoridade no estreito, com dúvidas sobre a viabilidade de cobranças ou tarifas.

O acordo futuro dependerá de avanços técnicos sobre o programa nuclear, além de garantias diplomáticas que persuadam países vizinhos. A comunidade internacional aguarda desdobramentos que possam reduzir tensões sem recorrer à força.

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