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Trump diz não haver pressa em acordo com o Irã e mantém bloqueio

Trump diz que não há pressa para acordo com o Irã; bloqueio aos navios no Estreito de Ormuz permanece até a assinatura do acordo

Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, no Irã
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  • Trump afirmou que não há pressa para fechar um acordo com o Irã e que o bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz permanecerá em vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado.
  • A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou que os EUA continuam bloqueando partes de um possível acordo, incluindo a liberação de fundos congelados.
  • Um dia antes, Trump mencionou que Washington e Teerã teriam negociado um memorando de entendimento para um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz.
  • As negociações seguem sem acordo sobre questões como ambições nucleares do Irã, a guerra entre Israel e o Hezbollah e o levantamento de sanções e de receitas do petróleo iraniano congeladas.
  • Uma autoridade sênior do governo dos EUA disse que o acordo não seria assinado no domingo, apontando os últimos contornos do que estava sendo discutido; o Irã não confirmou oficialmente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos seus assessores que não haja pressa para fechar um acordo com o Irã. A declaração ocorre em meio a sinais de avanço na tensão entre as duas nações e da continuidade do bloqueio naval americano.

Trump informou, por meio da rede social Truth Social, que o bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ele pediu cautela aos dois lados.

A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana, disse que os Estados Unidos ainda estão bloqueando partes de um eventual acordo, incluindo a liberação de fundos iranianos congelados. Não houve confirmação imediata do governo iraniano.

Um dia antes, Trump afirmou que EUA e Irã vinham negociando um memorando de entendimento para um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz, responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo mundial. Um cessar-fogo está vigente desde abril.

Fontes do governo americano disseram a repórteres que o acordo não seria assinado no domingo, alegando que o Irã não avançou rápido o suficiente. Ainda assim, disseram que os últimos contornos do que estava sendo discutido estavam próximos de conclusão.

Segundo a autoridade, o Irã teria aceitado abrir o Estreito de Ormuz em troca da suspensão do bloqueio naval e da dissolução do urânio de alta concentração. Não houve confirmação formal por Teerã até o momento.

A fonte explicou que, nos planos dos EUA, haveria primeiro a reabertura do estreito e a suspensão do bloqueio, para depois negociar mecanismos de monitoramento do programa nuclear iraniano e limites temporais. A negociação de detalhes, porém, pode exigir mais tempo.

Representantes iranianos disseram, ao longo de conversas futuras, que é possível encontrar fórmulas para tratar o estoque de urânio enriquecido, com fases de diluição sob supervisão de agências internacionais. O Irã defende o direito civil ao enriquecimento.

Ao longo do processo, o Irã continua negando que busque armas nucleares e afirma ter direito ao enriquecimento para fins civis. Os Estados Unidos e aliados permanecem preocupados com a atividade nuclear iraniana e com a estabilidade da região.

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