- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não vão apressar um acordo com o Irã e que as negociações devem seguir com calma para “fazer as coisas direito”.
- Trump afirmou que o relacionamento com o Irã está se tornando mais profissional e produtivo, e que o Irã não pode desenvolver ou obter uma arma nuclear.
- O bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz permanecerá em vigor até a conclusão de um acordo.
- Fontes iranianas divergem sobre o andamento das negociações: a Tasnim relata impasse em uma ou duas provisões; a Fars rebate as afirmações de Trump como pouco realistas.
- Relatórios indicam que o pacto pode prever uma extensão de até sessenta dias para um cessar-fogo, com reabertura do estreito e condições sobre venda de petróleo, além de tratativas sobre o programa nuclear; algumas vozes republicanas criticam a linha atual.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã não devem ser apressadas e que ambos os lados precisam de tempo para avançar de forma responsável. Ele disse que o relacionamento entre Washington e Teerã está se tornando mais profissional e produtivo, e ressaltou a exigência de que o Irã não desenvolva nem adquira armas nucleares.
Trump informou ainda que o bloqueio aos navios no Estreito de Ormuz permanecerá vigente até que haja um acordo concluído. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais no fim de semana.
Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que podem surgir boas notícias sobre o bloqueio do estreito nas próximas horas, conforme as negociações de paz progredem entre as duas nações. Não houve confirmação oficial sobre novos acordos.
Desdobramentos nas negociações
Entretanto, a imprensa iraniana adotou tom cauteloso. A Tasnim citou uma fonte informada dizendo que Washington e Teerã ainda brigam apenas por uma ou duas cláusulas da proposta. A Fars, por sua vez, afirmou que as afirmações de Trump não refletem a realidade.
O programa nuclear iraniano permanece no centro das divergências, com Teerã insistindo que não busca uma arma. Em contraponto, analistas observam que o embargo ao Estreito de Ormuz está ligado a garantias de segurança regional.
Contexto e repercussões
No sábado, Trump comentou sobre a possibilidade de um cessar-fogo envolvendo a guerra entre EUA e aliados contra o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. Contudo, houve resistência de alguns aliados que defendiam mudança na estratégia militar.
Segundo o Axios, o acordo em debate iria prever uma extensão de 60 dias do cessar-fogo, com reabertura do estreito e permissão para venda de petróleo iraniano. Outras negociações sobre o programa nuclear do Irã comporiam o pacote.
Observação de autoridades americanas
O rascunho também mencionaria a cessação de hostilidades entre Israel e o Hezbollah, fator que pode demandar apoio de Israel. Diversos republicanos criticaram o que chamaram de acordo anterior de 2015 por facilitar o desenvolvimento de armas nucleares, conforme comentários de Trump.
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