- Trump afirmou que os EUA não pretendem apressar um acordo com o Irã e que as negociações avançam de forma ordenada e construtiva, com o tempo a nosso favor.
- O bloqueio dos portos iranianos no Estreito de Ormuz permanece total até que haja acordo, certificado e assinado.
- A medida foi tomada após o fracasso da primeira rodada de negociações entre EUA e Irã em Islamabad.
- Aliados republicanos criticaram possíveis benefícios ao Irã, com oposição de senadores como Ted Cruz, Lindsey Graham e ex-secretário de Estado Mike Pompeo.
- Especulações indicam que um possível acordo poderia manter o cessar-fogo por quarenta ou sessenta dias, com a reabertura do Estreito de Ormuz e negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Trump afirma que não pretende apressar acordo com Irã, mantendo tom moderado
Donald Trump afirmou neste domingo que os Estados Unidos não pretendem apressar um acordo com o Irã. O presidente destacou, na plataforma Truth Social, que o tempo está a favor dos EUA e que as negociações devem seguir de forma ordenada e construtiva. Todos os envolvidos buscam chegar a um compromisso mais estável, segundo ele.
O bloqueio dos portos iranianos no Estreito de Ormuz permanece totalmente em vigor até a conclusão de um acordo. A medida foi ordenada após a primeira rodada de negociações entre Irã e EUA em Islamabad não chegar a um desfecho. Trump ressaltou ainda que as conversas devem ser concluídas, certificadas e assinadas para encerrar o impasse.
Ele também criticou o acordo nuclear de 2015, assinado durante a gestão de Barack Obama, classificando-o como um dos piores já firmados pelos EUA. Em meio a mais de um mês de conflito, um cessar-fogo está vigente entre Irã e EUA desde 8 de abril, mas a economia global continua impactada pelo atraso no Estreito de Ormuz.
Críticas de aliados republicanos
No fim de semana, parlamentares republicanos criticaram a perspectiva de benefícios ao Irã. Senadores como Ted Cruz e Lindsey Graham manifestaram oposição a permitir que o Irã venda petróleo livremente no curto prazo. O ex-secretário de Estado Mike Pompeo também contestou a ideia de conceder vantagens ao Irã.
Outro senador, Thom Tillis, que está deixando o cargo, questionou a ideia de manter materiais nucleares no Irã e duvidou da lógica de um cessar-fogo de 60 dias com a reabertura do Estreito de Ormuz antes dos termos finais. O tema gerou debates sobre o equilíbrio entre segurança regional e avanços diplomáticos.
Segundo a Axios, um possível acordo poderia estender o cessar-fogo por 60 dias, abrindo o Estreito de Ormuz, permitindo venda de petróleo iraniano e abrindo espaço para negociações sobre o programa nuclear. Parlamentares discordam sobre esse formato e seus impactos.
Chris Van Hollen, senador democrata, disse à Fox News que o acordo poderia devolver o cenário ao status anterior ao conflito, opinando de forma contrária à ideia de um avanço rápido. A discussão envolve a viabilidade de um acordo amplo, com reabertura do estreito e condições para o programa nuclear.
Fonte: AFP
Entre na conversa da comunidade