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AL não deve escolher entre EUA e China, diz ex-ministro chileno

Ex-ministro chileno afirma que América Latina não deve escolher entre Estados Unidos e China, mantendo relações abertas com ambas, em reunião da CEPAS no Rio

Felipe Larraín, ex-ministro chileno: pesquisa sobre América Latina em 2050 — Foto: Leo Pinheiro/Valor
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  • A Rede de Centros de Pensamento das Américas se reúne no Rio de Janeiro para fortalecer a integração e o desenvolvimento da região.
  • O encontro ocorre em meio à disputa pela hegemonia entre os Estados Unidos e a China.
  • O ex-ministro da Fazenda do Chile e presidente pro tempore da CEPAS, Felipe Larraín, afirmou que países da América Latina não devem escolher entre EUA e China.
  • Segundo ele, as relações com cada potência devem ser abertas e leais, com relevância variando conforme a posição geográfica de cada país.
  • A visão compartilhada é de buscar cooperação com as duas potências, sem alinhamento exclusivo.

O ex-ministro da Fazenda do Chile e presidente pro tempore da Rede de Centros de Pensamento das Américas, Felipe Larraín, afirmou que a América Latina não deve escolher entre EUA e China. Em vez disso, os países da região devem manter relações abertas e leais com ambas as potências, conforme discurso durante a reunião da CEPAS no Rio de Janeiro. A ideia é acompanhar as mudanças geopolíticas sem perder autonomia.

Segundo Larraín, a relevância de cada poder varia conforme a posição geográfica de cada país na região. A avaliação foi apresentada em meio a debates sobre a competição entre Washington e Pequim pela influência econômica, tecnológica e estratégica na América Latina. A CEPAS busca fortalecer integração e desenvolvimento regional por meio de diálogo entre centros de pensamento.

Contexto da reunião

Participaram representantes de instituições associadas à CEPAS, que se reúnem para debater cenários de desenvolvimento, comércio e cooperação entre os países da região. O objetivo é oferecer insumos para políticas públicas que impulsionem crescimento sem dependência exclusiva de uma única potência.

Objetivos da CEPAS e ajuste regional

A rede enfatiza estratégias que promovam diversificação de parcerias, investimentos e cooperação tecnológica. A atuação busca criar vínculos estáveis com EUA e China, ao mesmo tempo em que reforça a capacidade regional de decisão e negociação.

Repercussões para a região

Analistas apontam que a postura de manter relações equilibradas pode favorecer acordos comerciais, transferências de tecnologia e cooperação em infraestrutura. O debate aborda riscos de dependência e a necessidade de fortalecer capacidades locais para barganhar com potências globais.

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