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Análise sobre possível acordo para encerrar guerra entre EUA e Irã

Acordo em negociação prevê fim dos combates entre EUA e Irã, reabertura gradual do Estreito de Ormuz e cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, sujeito a 60 dias

Um acordo parece estar surgindo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz — Foto: Vahid Salemi/AP
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  • Trump afirmou que houve avanços em negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, porém detalhes ainda não estão claros.
  • A minuta do acordo prevê o fim dos conflitos com Israel e com o Hezbollah, além de não interferência nos assuntos internos da região.
  • O Estreito de Ormuz seria reaberto gradualmente, acompanhado do fim do bloqueo americano aos portos iranianos e de sanções atenuadas para o petróleo.
  • O Irã abriria mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido, com possível diluição e envio de parte para um país terceiro, como a Rússia; o período de 60 dias seria usado para as mudanças.
  • Fatores não detalhados também permanecem, como o status do enriquecimento de urânio, o programa de mísseis e a retirada de tropas americanas da região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que houve avanços nas negociações para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz. As informações indicam que o acordo está em estágio inicial, com possíveis termos ainda sob discussão.

Três fontes militares e diplomáticas, sob anonimato, dizem que a minuta inclui fim dos combates envolvendo Israel, Irã e aliados na região, além de um compromisso de não interferir na política interna de países da região. A negociação ocorre após contatos com aliados do Oriente Médio e ligação de Trump com Israel.

Ainda não há data de assinatura nem cronograma de entrada em vigor. Trump divulgou o relato após reuniões com parceiros regionais, sem detalhar condições. As partes buscam reduzir tensões que afetam importações de petróleo e o fluxo global de comércio pelo Golfo.

O que estaria previsto no acordo

O cessar-fogo poderia valer para o Líbano, com o Hezbollah, apoiado pelo Irã, cessando ações contra Israel. O acordo também prevê não intervenção dos países da região em assuntos internos, incluindo o Irã, segundo as mesmas fontes.

O Estreito de Ormuz seria reaberto gradualmente, acompanhando a suspensão de sanções ao Irã. Além disso, o acordo permitiria ao Irã vender petróleo com concessões de isenções, sob um prazo de 60 dias para negociações de alívio de sanções e desbloqueio de fundos.

O Irã abriria mão do estoque de urânio altamente enriquecido, com a forma de entrega ainda em negociação. Parte do urânio seria diluída e o restante transferido para terceiros, possivelmente a Rússia, que já se ofereceu para recebê-lo.

O que ainda falta esclarecer

As negociações não detalharam o status do enriquecimento de urânio além do estoque, nem o programa de mísseis do Irã. Também não houve menção a retirada das tropas americanas da região nem a reparações por danos da guerra.

O governo iraniano afirma ter direito à tecnologia nuclear, mantendo o programa pacífico, segundo declarações da televisão estatal. O Irã diz que está pronto para demonstrar que não busca uma arma nuclear.

Trump voltou a dizer, pela rede social, que a relação com o Irã está mais profissional, mas enfatizou que o país não pode desenvolver ou adquirir uma bomba nuclear. A fala reforça o tom de negociações em curso, sem confirmação de conclusão.

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