- A Rússia atacou Kiev no domingo com míssil hipersônico Oreshnik, sendo a maior investida contra a capital desde o início do conflito; no total, foram lançados 90 mísseis e 600 drones.
- A cidade registrou oito mortos e centenas de feridos; o ataque também ocorreu após retaliação a uma ocupação anterior que deixou um dormitório estudantil com 21 vítimas.
- O Míssil Oreshnik é apresentado pela Rússia como impossível de interceptação, com poder destrutivo próximo ao de armas nucleares.
- Segundo o professor Leonardo Trevisan, o ataque serve como recado aos europeus para conter o apoio à Ucrânia, deixando claro o alcance de Moscou.
- Analistas veem o episódio como um reequilíbrio entre as posições na guerra, sinalizando a possibilidade de mudanças no curso do conflito e na percepção internacional.
A Rússia realizou, no domingo, um ataque com míssil hipersônico contra Kiev, a capital ucraniana, marcando a maior ofensiva contra a cidade desde o início do conflito. O ataque envolveu o disparo de 90 mísseis e 600 drones, deixando oito mortos e centenas de feridos, segundo autoridades locais. O lançamento incluiu o míssil balístico hipersônico Oreshnik, afirmam relatos.
Analistas destacam que o ataque vistosamente demonstra o alcance das capacidades militares russas e serve como resposta a ações recentes na região. Testemunhas locais descrevem a devastação causada pelo artefato, que elevou o nível de destruição na área atingida.
Especialistas em relações internacionais dizem que a operação funciona como recado para a comunidade internacional, especialmente para países europeus, em relação ao ritmo do apoio à Ucrânia. A ofensiva reduz a percepção de avanços ucranianos no terreno e evidencia o custo de cada etapa do conflito.
Para o professor Leonardo Trevisan, da ESPM, o ataque revela o tipo de arma disponível e o potencial de destruição, contribuindo para o reequilíbrio entre as posições das forças envolvidas. Trevisan aponta que a ofensiva pode influenciar decisões de apoio internacional e negociações futuras.
Trevisan também observa que Putin pode não aceitar acordos que não resultem na derrota do adversário ou na entrega de grande parte dos territórios controlados pela Rússia. A análise sugere que o episódio intensifica a pressão sobre países que fornecem suporte à Ucrânia.
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