- Governo venezuelano autorizou a embaixada dos Estados Unidos a realizar um exercício de evacuação em Caracas, com sobrevoo de duas aeronaves militares norte‑americanas.
- A atividade ocorreu no sábado, após anúncio feito pela televisão estatal; a postagem oficial nas redes sociais foi apagada sem explicações.
- O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul, esteve no evento e participou de reuniões com representantes do governo interino e da embaixada.
- A embaixada dos EUA em Caracas foi reaberta após a operação de 3 de janeiro, que terminou com o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, atualmente presos nos Estados Unidos.
- Reações da esquerda incluíram protestos em Caracas; o Partido Comunista da Venezuela criticou a operação e movimentos ligados ao chavismo classificaram o exercício como intimidatório, enquanto figuras do chavismo defenderam a estabilidade e a recuperação econômica do país.
Aeronaves militares dos Estados Unidos overvoaram Caracas após a Venezuela permitir a operação. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, o plano envolvia o sobrevoo de duas aeronaves norte-americanas sobre a capital e o pouso na embaixada dos EUA. O exercício visava evacuação médica e cenários de contingência catastrófica.
A operação ocorreu na sequência de um anúncio feito pela televisão estatal venezuelana e por meio de um comunicado nas redes do chanceler. O governo informou que a participação de autoridades ocorreu no sábado, com autorização prévia para o uso da embaixada e para o exercício em si. O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul, esteve presente a bordo de uma das aeronaves.
A embaixada dos EUA em Caracas foi reaberta após uma operação anterior que resultou no sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, no contexto de tensões diplomáticas entre os dois países.
Reações da esquerda
Manifestantes contrários ao exercício estiveram em Caracas, com duas ações registradas. O Partido Comunista da Venezuela criticou a operação, classificando-a como expressão de subordinação aos interesses de Washington e cobrando defesa da integridade nacional. A nota do PCV também questionou a condução da atual administração.
Movimentos sociais ligados ao chavismo organizaram protestos que atribuíram ao território norte-americano a intimidacão mencionada pelos organizadores. A Alba Movimentos chamou a prática de ameaça à soberania, alegando pressão militar externa sobre o governo interino.
Entre na conversa da comunidade