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Brasil ativa plano de contingência contra o Ebola, diz Ministério da Saúde

Brasil ativa plano de contingência contra Ebola após alerta da OMS; vigilância reforçada e sem fechamento de fronteiras nem restrições a viagens e ao comércio

Trabalhadores da Cruz Vermelha, usando equipamentos de proteção individual (EPI), desinfetam a casa de um homem não identificado que morreu de ebola antes de removerem seu corpo, enquanto agências humanitárias intensificam os esforços para conter um novo surto de ebola envolvendo a cepa Bundibugyo, no Quartier Shuni 1, um setor residencial em Mongbwalu, Território de Djugu, província de Ituri, República Democrática do Congo
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  • Brasil ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais após alerta da Organização Mundial da Saúde sobre o Ebola; o país nunca registrou um caso.
  • A medida intensifica a vigilância, especialmente para pessoas com histórico de viagem à República Democrática do Congo e a Uganda nos últimos dias.
  • O plano prevê identificação precoce de casos suspeitos, notificação imediata, isolamento seguro do paciente e monitoramento de contatos para reduzir a transmissão.
  • A resposta envolve atuação integrada dos Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde e dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia para coleta, monitoramento e análise de informações.
  • A OMS elevou o risco para muito alto na República Democrática do Congo; o país é o epicentro do surto, com 82 casos e sete mortes confirmadas até a semana anterior, além de 750 casos e 177 mortes suspeitas em outros países; nesta segunda-feira, foram registradas 220 mortes suspeitas.

O Brasil ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais após alerta da Organização Mundial da Saúde sobre o Ebola. O surto atinge 10 países da África Subsaariana, segundo a OMS. O Ministério da Saúde informou ao Valor nesta segunda-feira (25) que o Brasil nunca registrou um caso da doença.

O Ministério destacou que a vigilância no país foi intensificada, com atenção especial a pessoas com histórico de viagem à República Democrática do Congo e a Uganda nos últimos dias. O objetivo é a identificação precoce de casos suspeitos, com notificação imediata, isolamento seguro e monitoramento de contatos.

A atuação envolve os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE), responsáveis pela coleta e análise de informações para adoção rápida de medidas.

O Brasil seguirá orientações da OMS e não deve adotar fechamento de fronteiras, nem restrições a viagens ou ao comércio, segundo a pasta.

Medidas em prática

A OMS elevou o risco de Ebola para muito alto na República Democrática do Congo, epicentro do surto da cepa Bundibugyo. Até a semana passada, havia 82 casos e 7 mortes confirmadas no Congo, além de 750 casos e 177 mortes suspeitas no conjunto de surtos na região.

Nesta segunda-feira (25), a OMS aumentou o número de mortes suspeitas para 220, ampliando a atenção internacional e a vigilância na África.

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