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China demoliu igreja protestante e prendeu centenas de fiéis

Operação em Zhejiang resulta na demolição de igreja em Wenzhou e na prisão de mais de cem fiéis, acusados de tumulto, enquanto o regime avança sobre reuniões religiosas

O ditador da China, Xi Jinping: Pequim expande repressão ao cristianismo (Foto: FE/EPA/MAXIM SHEMETOV / POOL)
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  • Autoridades de Zhejiang demoliram parte de uma igreja protestante em Wenzhou e ergueram um mastro com a bandeira chinesa após a recusa dos fiéis em seguir diretrizes políticas.
  • O prédio estava ocupado desde o fim do ano anterior, e mais de cem fiéis foram detidos na operação realizada antes do amanhecer.
  • A ação faz parte de uma ampla campanha do regime contra igrejas que não aceitam diretrizes do Partido Comunista, segundo a ONG China Aid e o jornal Le Monde.
  • Nos dias 14 e 15 de dezembro, policiais especiais e agentes de controle de distúrbios realizaram inspeções coordenadas em doze locais de reunião de igrejas na região.
  • Entre os detidos na Igreja de Yazhong estavam os líderes Lin Enzhao e Lin Enci, com acusações de provocação de tumultos.

O regime chinês intensificou a repressão a igrejas que se recusam a seguir diretrizes do Partido Comunista. Em Wenzhou, Zhejiang, ocorreu a demolição de uma igreja protestante neste mês, segundo a ONG China Aid. O prédio estava ocupado desde o fim do ano anterior.

Mais de cem fiéis foram presos na operação realizada antes do amanhecer. A atuação resultou na tomada da igreja pelo governo, conforme confirmação do jornal Le Monde.

A resistência da igreja à exigência de hastear a bandeira nacional dentro do templo, com a instalação de um mastro no terreno, foi o gatilho do conflito. A medida foi considerada pela congregação uma violação da santidade da fé.

Operações e detenções

Entre os dias 14 e 15 de dezembro, autoridades de Zhejiang deslocaram policiamento especial para Yayang, realizando inspeções em 12 locais de reunião de igrejas. Na Igreja de Yazhong, mais de 100 fiéis foram detidos, incluindo os líderes Lin Enzhao e Lin Enci.

As acusações apontam para provocação de tumultos, enquadramento comum contra ativistas e grupos religiosos, segundo fontes. Não houve declarações oficiais sobre o desfecho imediato das detenções.

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