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Conferência na Colômbia realinha agenda sobre COPs travadas

Conferência em Santa Marta reúne 57 países para traçar rota de eliminação dos combustíveis fósseis e reforçar segurança energética global

Transição energética: conferência em Santa Marta reuniu 57 países para discutir fim dos fósseis
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  • Em Santa Marta, Colômbia e Holanda organizaram a primeira conferência internacional dedicada à transição dos combustíveis fósseis, com a participação de 57 países.
  • A campanha busca eliminar o uso de combustíveis fósseis e fortalecer independência e segurança energética, segundo apoio de autoridades presentes.
  • O encontro avançou em três frentes: roadmaps nacionais, revisão de regras de comércio internacional para desincentivar carbono e combate a subsídios aos fósseis (em 2024, US$ 1,2 trilhão).
  • A França apresentou prazos para interromper carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás natural até 2050, além de lançar o Science Panel for the Global Energy Transition.
  • O Brasil propôs um roadmap ainda em 2025, mas a corrida eleitoral de 2026 gerou continuidade reduceida no grupo de trabalho; a próxima conferência ocorre em Tuvalu, copresidida pela Irlanda.

A Colômbia e a Holanda organizaram em Santa Marta a primeira conferência internacional dedicada à transição dos combustíveis fósseis, com a participação de 57 países. O objetivo é traçar caminhos para eliminar o uso de fósilas sem paralisar negociações da ONU.

A abertura contou com a participação de Stientje van Veldhoven, ministra de Clima da Holanda, que ressaltou a necessidade de transição para fortalecer independência e segurança energética. A iniciativa busca avançar sem depender do consenso que bloqueia decisões na UNFCCC.

Contexto e objetivo da reunião

A conferência surge num momento em que o conflito no Irã eleva o preço do petróleo e reacende debates sobre segurança energética. Em COP30, no Brasil, a OPEP bloqueou menções diretas aos fósseis no texto final, evidenciando limites do consenso.

Formato e participação

A reunião optou por excluir grandes emissores, o que reduz o poder de veto, permitindo metas técnicas mais ambiciosas. Contudo, a ausência de países com maior consumo e produção reduz o alcance global do debate.

Avanços e temas discutidos

O grupo trabalha em três frentes: roadmaps nacionais para eliminação dos fósseis; regras de comércio para desincentivar carbono; e combate a subsídios aos fósseis, que somaram US$ 1,2 trilhão em 2024.

Exemplo de medidas e propostas

A França apresentou datas para carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás até 2050, com eletrificação de transportes, troca de caldeiras e expansão de nuclear e renováveis. Também foi lançado o SPGET, conjunto independente para embasar decisões.

Panorama brasileiro e próximos passos

O Brasil apresentou um roadmap ainda em 2025, mas a crise política doméstica freou o grupo de trabalho, com três dos quatro ministros articuladores saindo para disputar as eleições de 2026.

Oficinas futuras e liderança regional

A próxima conferência será em Tuvalu, copresidida pela Irlanda. Santa Marta mostrou que, quando há alinhamento, é possível evoluir; o Brasil precisa demonstrar que o compromisso é efetivo, não apenas retórico.

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