- Confrontos violentos entre presos e segurança ocorreram na prisão Injuba, em Barinas, após internos subirem ao telhado e queimarem colchões.
- Forças de segurança adicionais foram destacadas para o local; testemunhas relatam explosões e presos afirmam terem sido atingidos.
- A organização Venezuelan Prison Observatory (OVP) afirma que detentos reclamam há mais de uma semana do tratamento sob o novo diretor, com denúncias de buscas violentas, isolamento e maus-tratos.
- As demandas dos presos incluem acesso a medicamentos para tuberculose; autoridades, incluindo o governo interino, não comentaram o ocorrido.
- Organizações de direitos humanos acompanham a situação, destacando más condições nas prisões venezuelanas, em meio a tensões internacionais e ações abertas contra Nicolás Maduro.
Violentos choques ocorreram entre detentos e forças de segurança em uma prisão no estado venezuelano de Barinas. Prisioneiros subiram ao teto, atearam fogo a colchões e reivindicam tratamento humano, em protesto contra supostos abusos sob a gestão de um novo diretor.
Forças de segurança precisaram de reforços para conter a movimentação. Testemunhas relataram explosões e disparos, segundo relatos de internos e organizações de direitos humanos que acompanham o caso.
Envolvidos e acusações
A organização não governamental Observatório Venezolano de Prisões (OVP) informou que os detentos da prisão Injuba vinham reclamando há mais de uma semana de condições de confinamento e tratamento, incluindo busca violenta, confinamento solitário e maus-tratos.
O diretor da prisão ainda não se manifestou publicamente, e o governo de Delcy Rodríguez, presidente interina, também não se pronunciou sobre o episódio. Vídeos da OVP mostram internos protestando no telhado e ateando fogo a colchões.
Em uma das gravações, um homem mostra ferimentos no tronco e no braço, enquanto outro clama por justiça. Há registros de mulheres que pedem a demissão do ministro de prisões e do diretor de Injuba.
Contexto e desdobramentos
As imagens divulgadas pela OVP também mostram manifestações pacíficas com demandas por remédios, inclusive para tuberculose, e pela garantia de padrões mínimos de dignidade carcerária. A organização aponta que várias unidades do sistema prisional não atendem a padrões legais.
A situação ocorre em meio a críticas históricas sobre as condições sendo enfrentadas por presos na Venezuela. A OVP tem monitorado relatos de abusos e condições inadequadas em várias penitenciárias do país ao longo dos anos.
Desde uma operação militar nos EUA que teria prendido Nicolás Maduro em Caracas no dia 3 de janeiro, pressionando por mudanças, centenas de prisioneiros foram libertados, segundo o Foro Penal. Ainda assim, mais de 400 permanecem detidos.
O Injuba não é a prisão com maior concentração de presos políticos, mas representantes de comitês de liberdade de prisioneiros denunciam repressão, confinamento e maus-tratos que, segundo eles, integram a política de prisão. Observadores internacionais têm sinalizado preocupações sobre tortura após mudanças políticas.
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