- Ghazal Marzban, cristã convertida ao catolicismo, foi condenada a nove anos e oito meses de prisão por propaganda contra o Estado e conspiração contra a segurança nacional, com a Bíblia e literatura cristã apreendidas na operação policial em janeiro.
- A sentença foi proferida pela juíza do Tribunal Revolucionário Iman Afshari, que tem ouvido casos de opositores e cristãos; Afshari foi sancionada pela União Europeia.
- Marzban foi presa novamente em janeiro na sua residência em Teerã; a detenção ocorreu sem explicação e, durante o interrogatório, houve pressão para admitir uso evangelístico de seus materiais.
- Ela já esteve duas vezes na prisão de Evin em 2024, por acusações ligadas a protestos e por entoar slogans; a primeira prisão ocorreu em novembro de 2024 após protestos relacionados à sua conversão.
- Organizações de direitos apontam repressão a cristãos convertidos no Irã e citam que, durante protestos recentes, milhares de pessoas morreram, com cristãos entre as vítimas segundo relatos de monitoramentos.
Uma cristã convertida no Irã foi condenada a nove anos e oito meses de prisão por acusações relacionadas à segurança do Estado, após ter Bíblia e literatura cristã apreendidas na casa dela durante uma operação policial em janeiro.
Ghazal Marzban, convertida ao catolicismo, foi acusada de propaganda contra o Estado e conspiração contra a segurança nacional. A sentença foi proferida pela juíza Iman Afshari, carta recente por sanções da UE, que tem mantido decisões duras contra presos políticos.
Marzban foi novamente presa em janeiro, em Teerã, com material cristão confiscado. Ela ligou para o marido duas horas após a prisão, informou estar detida em um centro do Ministério da Inteligência, e ficou sem contato com a família por um mês.
Detalhes do caso e desdobramentos
Durante o interrogatório, a defesa negou as acusações de uso de material cristão para evangelização, afirmando que o conteúdo era para uso pessoal. A cristã também havia sido presa em 2024 por entoar slogans, e cumpriu parte da pena na prisão de Evin.
O marido de Marzban, também convertido, enfrenta dificuldades de acesso a medicação para doença de Parkinson, agravando o quadro familiar durante a detenção. Em 2024, a detenção ocorreu após protestos ligados à conversão religiosa.
Mansour Borji, da Article18, afirma que a sentença acabou sendo, na prática, direcionada a ambos os cônjuges, pela necessidade de cuidados médicos do marido e da autora não poder manter vínculos durante a prisão.
A prisão coincide com um período de repressão a protestos antigovernamentais, em que milhares morreram, segundo a Article18, com a cifra oficial divergente entre as partes. O Irã mantém uma linha severa contra comunidades cristãs convertidas.
Contexto adicional
Desde dezembro, mais cristãos iranianos receberam penas de prisão por atividades religiosas simples, como encontros de oração e distribuição de Bíblias, com sentenças somando dezenas de anos. Jurisprudência iraniana tem mantido controles sobre religiões consideradas ameaça à segurança.
A imprensa tem listado decisões de tribunais revolucionários que mantêm acusações de conluio e propaganda contra o Estado, com prazos de recurso reduzidos. As autoridades também confiscaram materiais religiosos para análise.
Notas: informações fornecidas por Article18 e The Christian Post, com apuração sobre o contexto de direitos humanos no Irã.
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