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Dólar cai com possível acordo entre EUA e Irã

Dólar abre em queda ante sinal de acordo entre Estados Unidos e Irã; petróleo recua e incertezas geopolíticas impactam mercados

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  • O dólar abriu em queda de 0,51% às 9h14, cotado a R$ 5,0031, em meio a otimismo sobre um possível acordo entre EUA e Irã.
  • O secretário de Estado americano disse haver proposta consistente para abrir o estreito de Hormuz; o Irã afirmou que ainda não há acordo iminente.
  • O preço do petróleo caiu quase 6% pela manhã, para US$ 94,10, com apostas de acordos no Oriente Médio influenciando o mercado.
  • No Brasil, o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Vorcaro ganhou relevância, com suspeitas sobre uso de recursos para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA e queda de apoio do público.
  • Pesquisas do Datafolha mostraram Lula ampliando a vantagem sobre Flávio na corrida presidencial; o mercado segue atento a desdobramentos geopolíticos e monetários.

O dólar abriu em queda na manhã desta segunda-feira, com investidores monitorando sinais de possível acordo entre Estados Unidos e Irã. Às 9h14, a moeda caía 0,51%, cotada em 5,0031 reais. Na sexta, o dólar fechou em alta de 0,55%, e a bolsa caiu.

O otimismo sobre o acordo no Oriente Médio contrasta com declarações fortes de Washington. O presidente dos EUA, em fim de semana, manteve o bloqueio no estreito de Hormuz até que haja um acordo, enquanto o secretário de Estado dos EUA sinalizou possibilidade de anúncio ainda hoje. Parlamentares do governo americano destacam avanços nas propostas para o tráfego no estreito.

Entre os iranianos, o tom é menos confiante. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que, apesar de avanços, não é possível garantir que a assinatura ocorra em breve. O Irã insiste em manter o controle das taxas de tráfego no Hormuz, ponto a ponto considerado essencial pelo país.

O avanço do risco geopolítico puxou o preço do petróleo para baixo, com queda de quase 6% na manhã desta segunda-feira, para cerca de 94 dólares o barril. Investidores destacam que a volatilidade pode afetar cadeias globais de insumos e manter juros elevados em economias emergentes.

No cenário interno, o debate político segue ligado a investigações. O caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro do Master, além de pagamentos para um filme ligado ao tema, ganhou notoriedade após reportagens de veículos nacionais. Flávio negou ter recebido vantagens, enquanto o inquérito prossegue.

As informações sobre a evolução do caso impactam as pesquisas eleitorais. Em levantamento recente, Lula ampliou a vantagem em cenários de primeiro turno, após o conhecimento das investigações. No segundo turno, o petista também aparece à frente em parte das simulações.

Analistas destacam que, diante da incerteza no Irã e das movimentações políticas internas, o humor dos mercados segue sensível a qualquer notícia sobre negociações, tarifas e medidas monetárias. A tendência é de cautela até novas sinalizações oficiais.

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