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Enviados do Irã chegam ao Catar para negociações com EUA, diz autoridade

negociadores iranianos chegam ao Catar para discutir possível acordo com os EUA, com foco na reabertura do Estreito de Ormuz e no urânio enriquecido

Um homem caminha ao lado de uma faixa com a foto do falecido Líder Supremo do Irã , o Aiatolá Ali Khamenei, em Teerã, Irã , 25 de maio de 2026
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  • Enviados do Irã, incluindo o principal negociador Mohammad Bagher Ghalibaf e o ministro Abbas Araghchi, estão em Doha para conversas com o xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani sobre um possível acordo com os EUA.
  • As negociações tratam principalmente da reabertura do Estreito de Ormuz e do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido; o presidente do Banco Central do Irã, Abdolnaser Hemmati, também participa para tratar da liberação de fundos congelados.
  • As conversas ocorrem enquanto o Irã afirma ter avançado em várias questões para estender por quarenta dias o cessar-fogo com os EUA e reabrir Ormuz, embora não haja previsão de acordo iminente.
  • O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, culpa Washington pela demora, alegando que mudanças de posição do governo Trump atrapalham as negociações; ele disse que muitas questões foram discutidas, mas não significa assinatura próxima.
  • Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos afirmou em rede social que as negociações com o Irã avançam, ao mesmo tempo em que pediu que países do Golfo adotem os Acordos de Abraão.

O Irã enviou uma delegação ao Catar para tratar de um possível acordo com os Estados Unidos. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi estão em Doha para reuniões com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani. A autoridade próxima às negociações informou à Reuters que as conversas visam encerrar disputas entre os dois países.

As discussões concentram-se especialmente na abertura do Estreito de Ormuz e no estoque iraniano de urânio altamente enriquecido. A delegação também inclui Abdolnaser Hemmati, presidente do Banco Central do Irã, para tratar da possível liberação de fundos iranianos congelados como parte de um acordo.

Enquanto as negociações avançam, o Irã tem indicado progresso em várias questões, sem sinal claro de que um acordo esteja próximo. O governo iraniano também condiciona avanços ao ritmo das conversas e às propostas apresentadas pelos EUA.

Movimentos diplomáticos e posições de Washington e Teerã

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, ressaltou que Washington tem mudado de posição ao longo das negociações, o que pode dificultar o fechamento de um acordo. A posição iraniana é de que houve avanços em muitas questões, mas ainda não há sinal de assinatura.

Nessa semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou publicamente que as negociações com o Irã estão progredindo, ao mesmo tempo em que abriu a possibilidade de um acordo abrangente ou de nenhum acordo, mantendo a opção de retomar ações militares no caso de falha. Em tom relacionado, Trump pediu que países do Golfo apoiem os Acordos de Abraão, como parte de uma coalizão regional.

Os Acordos de Abraão são uma série de acordos diplomáticos firmados a partir de 2020 para normalizar relações entre Israel e outros países do Oriente Médio. O Egito e os Emirados Árabes Unidos integram esses entendimentos.

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