- A Organização Mundial da Saúde classificou a epidemia de ebola na República Democrática do Congo como extremamente grave e pediu que países vizinhos ajam imediatamente.
- A RDC tem 101 casos confirmados, com dez mortes, e há estimativas de 900 casos possíveis e 220 mortes suspeitas, segundo a OMS/CDC.
- A cepa responsável é Bundibugyo, e não há vacina nem tratamentos aprovados para ela, o que dificulta a resposta ao surto.
- A insegurança na região de Ituri, desconfiança da população e ataques a instalações de saúde agravam o manejo da epidemia, que afeta áreas de conflito no leste do país.
- A OMS vai mobilizar recursos, suprimentos médicos e equipe para apoiar as autoridades e acelerar eventuais ensaios de tratamentos; Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou que a situação pode piorar antes de melhorar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a epidemia de ebola na República Democrática do Congo como extremamente grave e difícil de conter. O surto teve início com a confirmação de 101 casos e 10 mortes, na província de Ituri, no nordeste do país. A cepa é Bundibugyo, sem vacinas aprovadas nem tratamentos específicos.
A detecção inicial demorou, a região é insegura e há desconfiança da população. Esses fatores dificultam a resposta, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, que pediu ação imediata aos países vizinhos. O risco foi elevado de alto para muito alto pela OMS.
A área afetada é marcada por conflitos e deslocamentos, o que aumenta a dificuldade de monitoramento e controle da transmissão. As autoridades destacam que a epidemia pode superar o que hoje é conhecido, exigindo operações rápidas e coordenadas.
Desafios e resposta internacional
Um episódio recente envolve a invasão de um hospital em Mongbwalu para retirar o corpo de um líder religioso morto de ebola, agravando a preocupação com a segurança local. Soldados atuaram com tiros de advertência para dispersar a multidão.
A OMS promete ampliar recursos, suprimentos médicos e equipe para apoiar as autoridades da RDC e acelerar testes clínicos de tratamentos potenciais. Tedros reforçou que a situação pode piorar antes de melhorar, mas que há domínio sobre o vírus.
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