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EUA atacam sites de mísseis no Irã, negociações em Doha prosseguem

Estados Unidos atacam alvos no Irã, incluindo locais de mísseis e barcos com minas, em meio a negociações em Doha sobre possível acordo de paz

The aircraft carrier USS George HW Bush in the Arabian Sea earlier this month. Follow for latest updates on the Iran war, US-Iran peace talks and the wider Middle East crisis, live.
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  • Centcom afirma que ataques de autodefesa no sul do Irã atingiram alvos como lançadores de mísseis e barcos que tentavam pôr minas, para proteger tropas.
  • Os ataques ocorrem enquanto o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores se reuniam em Doha com o primeiro-ministro do Qatar para discutir um possível acordo para encerrar a guerra.
  • O cessar-fogo frágil, iniciado em oito de abril, fica sob risco diante da ofensiva.
  • Donald Trump disse que as negociações com o Irã estavam “indo bem”, mas alertou que haveria novos ataques se não houver acordo; afirmou que o acordo seria “ótimo para todos ou nenhum acordo”.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o estreito de Hormuz precisa ser aberto, “uma forma ou outra”, e que a linguagem do acordo pode levar alguns dias.

OComando Central dos EUA informou que missões de ataque ocorreram hoje no sul do Irã como autodefesa para proteger tropas americanas, alegando alvos incluindo lançadores de mísseis e embarcações suspeitas de colocar minas. A declaração não detalhou os ataques.

Os ataques coincidem com negociações em Doha entre o maior negociador iraniano e o ministro das Relações Exteriores do Irã e o primeiro-ministro do Qatar, voltadas a um possível acordo para encerrar o conflito, segundo uma fonte da Reuters.

Em resposta, representantes de Washington afirmam que a trégua, vigente desde 8 de abril, permanece frágil, enquanto as partes envolvidas tentam manter o diálogo. As ações militares elevam a tensão na região e afetam as tratativas diplomáticas.

O anúncio de ações militares surge em meio a declarações do presidente dos EUA sobre o andamento das conversações com o Irã, indicando que o tema pode evoluir para um acordo “bom para todos ou nenhum acordo”. As informações foram divulgadas via redes sociais.

O ministro das Relações Exteriores dos EUA, Marco Rubio, que cumpre agenda na Índia, enfatizou que o Estreito de Hormuz deve permanecer aberto, descrevendo a situação como ilegal e insustentável. Rubio citou a possibilidade de avanços nas negociações em dias.

Entre desdobramentos paralelos, Trump sugeriu que o urânio enriquecido do Irã poderia ser destruído no próprio território, sob supervisão de uma agência nuclear internacional, o que especialistas veem como sinal de concessões.

Trump também afirmou que qualquer acordo para encerrar o conflito exigiria adesão de países da região, incluindo Arábia Saudita, Qatar, Egito, Jordânia, Turquia e Paquistão, aos princípios dos Acordos de Abraão.

Na região, o premiê israelense Benjamin Netanyahu declarou sua disposição de enfrentar o Hezbollah no Líbano, o que complica as negociações entre EUA e Irã. O Irã tem demandado que qualquer acordo de paz inclua a crise no Líbano.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, elogiou o Hezbollah pela atuação no Líbano, destacando o apoio iraniano ao grupo. As declarações ressaltam a complexidade regional associada aos esforços de acordo.

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