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EUA atingem alvos iranianos em autodefesa; acordo depende de redação

Estados Unidos realizam ataques de “autodefesa” contra alvos iranianos perto do estreito de Hormuz; negociações sobre o cessar-fogo seguem com incerteza

Rubio: Iran deal being held up by disputes over wording
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  • EUA realizaram ataques de “autodefesa” contra alvos iranianos (locais de lançamento de mísseis e barcos) ao redor do Estreito de Hormuz, enquanto cresce a incerteza sobre o cessar-fogo.
  • As negociações entre Irã e mediadores do Catar, em coordenação com os EUA, continuam em Doha; não está claro como os ataques impactarão a trégua e o desfecho do acordo.
  • O líder supremo do Irã afirmou que os EUA não terão mais abrigo seguro na região do Golfo, em mensagem publicada durante a temporada de Hajj.
  • O Idemitsu Maru, primeiro carregador japonês a transitarem o Estreito de Hormuz desde o início do conflito, chegou ao Japão, com o país recorrendo a estoques estratégicos para moderar preços do petróleo.
  • A delegação iraniana segue conversando no Qatar sobre um acordo para encerrar a guerra, com disputas sobre a redação do acordo, programa nuclear iraniano e levantamento de sanções.

O Pentágono informou que a atividade militar dos EUA realizou ataques de “autodefesa” contra alvos iranianos ao redor do Estreito de Hormuz, incluindo sites de lançamentos de mísseis e embarcações. Os ataques ocorrem no contexto de frágil cessar-fogo e negociações em curso com a parte iraniana.

Segundo a defesa dos EUA, as ações visaram reduzir ameaças a tropas americanas na região, com alvos ainda não confirmados oficialmente, mas citados como instalações de lançamento de mísseis e barcos que supostamente tentavam colocar minas. As ações foram descritas como proporcionais e restritas.

Horas antes, negociadores iranianos se reuniram em Doha com mediadores do Qatar, em coordenação com os EUA, para discutir termos da possível acordo de paz que encerre o conflito iniciado em fevereiro. Até o momento, o Irã não efetuou retaliação pública.

Nova mensagem de liderança iraniana

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou por escrito que os EUA não terão mais abrigo seguro na região do Golfo e indicou a emergência de uma nova ordem regional. A fala foi divulgada no contexto de mensagens públicas periódicas desde sua ascensão ao cargo.

Khamenei destacou a necessidade de unidade interna diante das pressões externas e reiterou posição de resistência, sem detalhar passos práticos. A mensagem ocorre em meio às negociações para um acordo que possa pôr fim à guerra, com disputas sobre a redação de pontos sensíveis, como programa nuclear e sanções.

Continuidade de negociações em Doha

Informações de fontes diplomáticas indicam que o encontro entre delegações iraniana e mediadores do Golfo continua em Doha, com participação de autoridades de alto nível, incluindo o negociador-chefe Mohammad Bagher Ghalibaf, o ministro das Relações Exteriores, e o governador do banco central. O foco inclui o estreito de Hormuz e o retorno de fundos iranianos congelados.

Enquanto isso, relatos indicam que o Irã busca garantias sobre o levantamento de sanções e o que acontecerá com reservas financeiras. As equipes envolvidas trabalham para chegar a um texto comum que permita reduzir tensões sem abrir mão de interesses estratégicos para ambas as partes.

Evoluções regionais e operacionais

A região registra desdobramentos adicionais: o Exército de Israel prepara ações em Líbano, em coordenação com mudanças na postura dos EUA; conflitos entre Israel e Hezbollah seguem com ataques mútuos. O Irã também anunciou medidas para restabelecer o acesso à internet, após interrupções prolongadas, segundo a agência Fars.

Na esteira desses acontecimentos, o primeiro cargueiro japonês a transitar pelo Estreito de Hormuz desde o início do conflito chegou ao Japão, levando petróleo até a região de Honshu. O transporte de crude ocorre em meio a esforços para manter suprimentos energéticos diante de tensões regionais.

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