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EUA dizem que acordo com Irã pode ser fechado hoje com proposta sólida; Teerã nega

EUA afirmam que acordo com o Irã pode ser fechado hoje com proposta sólida; Teerã nega iminência, mantendo controle do tráfego pelo estreito de Ormuz

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  • EUA dizem ter uma proposta sólida para fechar acordo com o Irã nesta segunda, envolvendo uma extensão de 60 dias do cessar-fogo, a reabertura do estreito de Ormuz e novas negociações sobre o programa nuclear.
  • O Irã negou que a assinatura do acordo seja iminente, afirmando ter chegado a acordo em grande parte das questões, mas sem previsão de assinatura.
  • Rubio afirmou que ainda estão trabalhando e que o acordo pode sair nesta segunda; Trump havia orientado os negociadores a não se apressarem.
  • O anúncio teve efeitos no mercado: petróleo caiu fortemente e ações na Ásia subiram, com expectativas de resolução, apesar das dúvidas iranianas.
  • Críticas entre republicanos surgiram, com alguns dizendo que o acordo seria muito brando com o Irã; Trump reiterou que não dará ouvidos a quem critica sem saber.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que negociadores americanos e iranianos têm uma proposta sólida para um acordo que pode ser fechada nesta segunda-feira, 25 de maio. O objetivo é estender por 60 dias o cessar-fogo e reabrir o estreito de Ormuz.

O governo dos EUA sugeriu ainda que o acordo envolve novas negociações sobre o programa nuclear do Irã e medidas para facilitar o tráfego no estreito. Rubio fez a declaração durante visita à Índia, em meio a rumores sobre avanços nas tratativas.

O Irã negou ter um acordo iminente, destacando que ainda há pontos a serem fechados. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse que partes das questões já foram resolvidas, mas não há confirmação de assinatura próxima.

Baghaei explicou que o Irã continuará cobrando taxas pelos serviços de navegação e pela proteção ambiental no estreito de Ormuz, Golfo Pérsico e Mar de Omã. Ele ressaltou a importância de manter a cobrança para a operação da região.

Críticas republicanas já emergem nos EUA, com alguns senadores avaliando o acordo como leniente com o Irã. Parlamentares alertam sobre possíveis impactos negativos para a segurança regional e para as sanções impostas ao Irã.

A imprensa norte‑americana aponta que o acordo não seria final e deixaria temas sensíveis para negociações futuras, como o alívio das sanções iranianas, a liberação de fundos congelados e restrições nucleares.

Analistas destacam que, mesmo em caso de anúncio, os efeitos econômicos e logísticos do cessar-fogo podem levar meses para se refletirem no setor de transporte marítimo e nas cadeias globais de suprimentos.

Contexto recente aponta que ataques entre EUA, Israel e o Irã deixaram o estreito de Ormuz sob tensão, elevando o preço do petróleo e provocando volatilidade nos mercados. O desenlace depende de diferentes etapas diplomáticas.

O Irã enfatiza que seu programa nuclear é para fins pacíficos e que está disposto a garantir ao mundo esse objetivo. Autoridades iranianas reforçam o compromisso, enquanto as negociações seguem sem confirmação de assinatura.

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