- EUA dizem que acordo com o Irã pode ser fechado nesta segunda-feira com uma proposta sólida, incluindo a extensão de quarenta? não—sessenta dias do cessar-fogo e a reabertura do estreito de Ormuz.
- Teerã nega iminência de assinatura, dizendo que algumas questões estão próximas, mas ainda não há confirmação de um acordo.
- Presidente Donald Trump pediu aos negociadores que não se apressassem; Marco Rubio afirma que há uma proposta sólida e que podem haver novidades hoje.
- Segundo fontes, o acordo não resolve todas as questões de imediato e deixaria pontos como sanções, fundos congelados e restrições nucleares para negociações futuras.
- Mercado: petróleo caiu e bolsas na Ásia subiram com as expectativas de acordo, mas o setor de transporte marítimo permanece cauteloso sobre mudanças rápidas.
O governo dos EUA afirma que um acordo com o Irã pode ser fechado nesta segunda-feira, com uma proposta considerada sólida. O objetivo é estender por 60 dias o cessar-fogo vigente e reabrir o Estreito de Ormuz, além de iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. As negociações envolvem diplomatas americanos e iranianos.
Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ainda na segunda-feira, a equipe de Washington vê avanços significativos e trabalha para finalizar o acordo. Trump, por sua vez, orientou os negociadores a não se precipitar, mantendo a posição de cautela.
O Irã negou que haja um acordo iminente. Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que grande parte das questões está próxima de uma conclusão, mas que não se pode afirmar que a assinatura ocorra em breve. O Irã ressaltou que continuará cobrando taxas pelos serviços de navegação no estreito de Ormuz.
Detalhes do que está em discussão
A proposta em pauta prevê a extensão do cessar-fogo por 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado estratégico pelo turismo de petróleo. Também está prevista uma rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano e o alívio de sanções, com condições a serem discutidas posteriormente.
Observadores citam que o acordo não seria final e deixaria questões sensíveis para fase subsequente, como o alcance do alívio das sanções, a liberação de fundos congelados e as restrições nucleares exigidas pelos EUA. A imprensa norte‑americana aponta ainda para divergências entre Republikados e a administração sobre a linha de negociação.
Críticas de parte da oposição republicana já chegaram à imprensa, com alertas de que o cessar-fogo poderia ser insuficiente para conter a influência regional do Irã. Alguns parlamentares consideram o arranjo arriscado, enquanto outros pedem cautela diante de incertezas.
Reações de mercado e contexto regional
Ainda nesta segunda, moedas e bolsas reagiram de forma positiva para mercados asiáticos e preços do petróleo recuaram após as declarações sobre progresso nas negociações. Analistas indicam que efeitos de um eventual acordo podem demorar meses para se refletirem nas cadeias de suprimentos globais.
O histórico de confrontos entre EUA e Irãinclui ataques recíprocos e bloqueios ao estreito, que já elevou o preço mundial do petróleo. O Irã mantém posição de defesa de seu programa nuclear, afirmando que trata-se de fins pacíficos.
Contexto final
O governo iraniano afirma estar aberto a soluções, desde que as questões de segurança e soberania sejam respeitadas. Nos EUA, a narrativa oficial enfatiza a necessidade de verificação e equilíbrio no tratamento de sanções e restrições nucleares, sem adiantar resultados. A evolução das negociações segue acompanhada por análises de especialistas e movimentação de mercados.
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