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Governo Trump exclui pesquisadores de debate global sobre surtos de vírus

Governo dos EUA restringe comunicação entre Niaid e Organização Mundial da Saúde durante surtos, limitando participação em reuniões globais e cooperação

Ilustração mostra logo da OMS e bandeira dos EUA
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  • Governo de Donald Trump emitiu diretiva que impede funcionários do Niaid de se comunicarem diretamente com a Organização Mundial da Saúde durante surtos.
  • A medida exclui alguns especialistas das discussões globais sobre vírus, permitindo apenas participação limitada e em “capacidade de escuta” em reuniões virtuais da OMS.
  • A restrição persiste durante o surto de hantavírus, mas houve relaxamento parcial com o surto de Ebola na República Democrática do Congo, permitindo participação de pequenos grupos.
  • O Departamento de Saúde afirmou que continuará a coordenar informações por meio do CDC, com equipes respondendo a rastreamento, diagnósticos e contramedidas.
  • O momento é marcado por liderança fragilizada na saúde, com cargos como cirurgião-geral e diretor do CDC vagos, além de mudanças na FDA, CDC e outras funções-chave.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, determinou que pesquisadores do Niaid, órgão ligado ao Ministério da Saúde, não comuniquem diretamente com a OMS. A medida impede participação formal em encontros da organização, afetando as discussões sobre surtos virais.

Documentos e fontes consultadas pela CNN indicam que a diretriz retirou parte dos especialistas de discussões globais sobre emergências sanitárias. A proibição permanece em vigor mesmo diante de um surto de hantavírus que envolve exposição de pacientes norte-americanos.

Na última semana, houve leve relaxamento da regra para o surto de Ebola em curso na República Democrática do Congo. Agora, alguns membros do Niaid podem participar de reuniões virtuais da OMS, mas apenas em pequenos grupos e em capacidade de observação. Qualquer intervenção direta depende da cadeia de comando.

Mudança de participação em fóruns internacionais

Segundo e-mails internos, apenas até três especialistas do Niaid podem acompanhar as reuniões, sem atuar como porta-vozes. Questionamentos de pesquisa devem seguir o canal hierárquico com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

Essa moratória ocorre em meio a um recuo mais amplo dos EUA em fóruns globais de saúde, incluindo a retirada da OMS iniciada em janeiro. Com isso, o país enfrenta um cenário de liderança fragmentada em agências como CDC, FDA e o cargo de diretor no CDC.

Lacunas de liderança e impacto operacional

Porta-vozes do Departamento de Saúde afirmam que o órgão continua a coordenar ações com a OMS por meio do CDC e enfatizam o papel de equipes internas em rastreamento, diagnóstico e contramedidas. A ausência de liderança consolidada aumenta a complexidade das respostas a surtos.

Entre as mudanças, há vagas em cargos-chave: diretor da agência de doenças infecciosas, cirurgião-geral, diretor da FDA, secretário adjunto de saúde e chefe dos CDC. Ao menos dois indicam que a confirmação de indicados ainda não ocorreu.

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