- O Irã disse que, apesar dos avanços, não há acordo iminente com os EUA para encerrar o conflito no Oriente Médio.
- A guerra manteve o Estreito de Ormuz sob controle iraniano, com fechamento prático da passagem e tensões que afetam a região e o mercado de petróleo.
- Os preços do petróleo recuaram quase cinco por cento após sinais de otimismo sobre um possível acordo, com Brent e WTI abaixo de cem dólares no início do dia.
- O porta-voz iraniano Esmaeil Baqaei afirmou que houve progresso em muitos temas, mas a assinatura de um acordo não é algo que possa ser garantido; Teerã seguirá cobrando taxas para a navegação no estreito.
- No âmbito diplomático, o Paquistão, mediador, reuniu-se com Xi Jinping em Pequim; na mesma linha, o presidente dos Estados Unidos afirmou que não há pressa e que o bloqueio a portos iranianos permanece até um acordo definitivo.
O Irã afirmou que, apesar de avanços nas negociações, não há perspectiva de acordo iminente com os Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio. A declaração veio após um fim de semana de mensagens díspares entre Teerã e Washington.
O país manteve o bloqueio à navegação no Estreito de Ormuz, enquanto os EUA seguem com restrições aos portos iranianos. O cessar-fogo entre as forças americana e iraniana está em vigor desde 8 de abril, segundo autoridades.
As negociações, envolvendo Paquistão e mediadores internacionais, seguem sem sinal claro de conclusão. Enquanto isso, o mercado reagiu: o petróleo recuou quase 5% após otimismo inicial sobre um acordo.
Desdobramentos diplomáticos
O Paquistão, mediador, se reuniu com Xi Jinping em Pequim para discutir o papel da China no processo. Em Washington, o secretário de Estado reiterou cautela sobre a possibilidade de acordo ainda neste estágio.
Marco Rubio sinalizou abertura de uma proposta para abrir o Estreito de Ormuz, mas Teerã contestou a ideia de que a assinatura de um acordo seja iminente. O presidente Donald Trump declarou que não há pressa para fechar um acordo ruim.
Baqaei, porta-voz iraniano, disse que há convergência em muitos temas, mas insistiu na necessária cautela sobre prazos. O Irã afirma que continuará gerindo o tráfego marítimo com cobrança de taxas para serviços de navegação.
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