- Irã afirma que acordo com os Estados Unidos não é iminente, citando posições confusas do governo americano e a interferência de Israel como entraves nas negociações.
- Porta-voz da delegação de negociação, Esmail Baghaei, disse que houve avanço em parte das questões, mas não há garantia de assinatura em breve.
- Baghaei sugeriu que a gestão do estreito de Ormuz deve ser definida entre Omã e Irã, e que seriam cobradas taxas por serviços de navegação, não pedágios.
- Acesso a um cessar-fogo no Líbano e a suspensão do bloqueio de portos iranianos são condições mencionadas para um memorando que permita navegação comercial pelo estreito.
- O governo americano, representado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, manteve a esperança de um acordo, enquanto críticos internos e anúncios de Trump indicam discussões divididas sobre o caminho da negociação.
O Irã rejeitou a ideia de um acordo com os EUA ainda neste momento, atribuindo a confusão na posição de Washington e a interferência israelense como principais obstáculos. Em coletiva, o porta-voz da equipe de negociação, Esmail Baghaei, destacou que a gestão futura do estreito de Hormuz cabe a Omã e ao Irã, e que se discutem taxas por serviços de navegação, não pedágens.
Baghaei afirmou que houve avanço em parte das questões, mas não há como afirmar que a assinatura de um acordo seja iminente. Ele reforçou a necessidade de incluir um cessar-fogo no Líbano no memorando para permitir o tráfego comercial pelo estreito e o fim do bloqueio de portos iranianos pelos EUA.
O chanceler americano Marco Rubio manteve a esperança de um acordo, disse que pode haver resolução na segunda-feira, mas reconheceu entraves. O presidente Donald Trump, em rede social, sinalizou que o acordo pode ser “ótimo e significativo” ou não haver acordo.
Escopo das negociações e regras para o estreito
Baghaei informou que não se tratará de questões nucleares no memorando, exceto um compromisso de negociar nos próximos 60 dias. Segundo o IRGC, o Irã não entregará seu stock de urânio fortemente enriquecido, nem permitirá o seu traslado aos EUA ou à Rússia.
Autoridades iranianas reiteraram que já houve disposição para baixar o enriquecimento, mas sem colaboração para transferência do estoque. A suspensão de enriquecimento doméstico por até cinco anos também foi apresentada como linha provável, diverindo dos 20 anos exigidos pelos EUA.
O custo dos serviços de navegação no estreito de Hormuz será discutido como tarifas, não como tolls. Baghaei disse que o uso de expressões como “pedágios” não reflete o que está sendo proposto, para evitar mal-entendidos entre as partes.
Pressão interna e apoio regional
O governo iraniano citou pressão interna em Washington como fator que pode levar a recuos na posição de Trump. O porta-voz mencionou oposição no Congresso e parte da opinião pública como influências relevantes na negociação.
O Estado israelense foi apontado como tentantiva de sabotar o acordo, segundo Baghaei, que classificou esse interesse como previsível diante do histórico de relações entre os países.
As autoridades britânicas e de estados do Golfo são esperadas para observar a evolução, com foco na viabilidade de manter o comércio no estreito de Hormuz em segurança e de forma estável, sem interrupções.
Contexto econômico e operacional
Baghaei destacou que o diálogo com Omã sobre o estreito visa estabelecer um mecanismo estável para navegação, mantendo o canal aberto para comércio internacional. O objetivo é garantir tráfego seguro e sem interrupções.
Paralelamente, o governo iraniano informou que reconhecerá a necessidade de internet internacional, com retorno gradual no território, após decisão do conselho de segurança. A medida ocorre em meio a altas pressões sociais e econômicas no país.
Porta-vozes também indicaram que não haverá insertion de novos compromissos sobre outros temas sensíveis de política externa. O foco permanece na conclusão de um acordo operacional para liberação de tráfego e bloqueios relacionados.
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