- O governo do Irã anunciou que retomaria o acesso à internet no país após quase três meses de restrições, decisão do presidente Masoud Pezeshkian divulgada nesta segunda-feira, 25.
- O apagão digital ocorreu após protestos antigovernamentais e ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, que agravaram o controle de informações.
- Observatório independente NetBlocks informou que a maior parte da população estava sem acesso amplo à rede por oitenta e sete dias; apenas alguns usuários conseguiam contornar as restrições via VPNs.
- Em Doha, autoridades iranianas discutiram um possível acordo de cessar-fogo com o Catar, com foco no Estreito de Ormuz, no estoque de urânio enriquecido e na questão nuclear.
- A delegação iraniana incluiu o chefe do Banco Central, Abdolnaser Hemmati; segundo a Reuters, houve avanço em vários tópicos, mas o interlocutor afirmou que o regime não está perto de assinar um acordo.
O governo do Irã anunciou a retomada do acesso à internet no país após quase três meses de restrições. A decisão foi tomada pelo presidente Masoud Pezeshkian e divulgada pelo chefe de relações públicas do Ministério das Comunicações. A suspensão ocorreu após protestos antigovernamentais e ataques dos EUA e de Israel.
A restauração ainda não tem data precisa para funcionamento pleno. Observatórios independentes apontam que, antes disso, grande parte da população ficou cerca de 87 dias sem acesso amplo à rede. Usuários com VPN contaram com opções limitadas para contornar o bloqueio.
Diversos sites e serviços estrangeiros continuam sob controle do governo, ainda que haja expectativa de normalização gradual do tráfego online em breve. O país mantém um rigoroso aparato de censura e controle de informação na internet.
Acordo de paz
Em Doha, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o principal negociador iraniano discutiram com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, uma saída para o conflito. A agenda incluiu o Estreito de Ormuz e o estoque de urânio enriquecido.
Segundo fontes, as conversas abordaram a possibilidade de liberação de fundos congelados do Irã, um tema solicitado pelas propostas de paz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores ressaltou que houve avanços em vários pontos, sem indicar proximidade de assinatura.
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