- Thomas Pauken II, jornalista e comentarista americano, foi preso nos Estados Unidos, acusado de atuar como agente da China.
- Segundo o FBI, ele preparava relatórios confidenciais para um contato ligado ao governo chinês, com informações que, segundo documentos, seriam enviadas ao presidente Xi Jinping.
- A investigação indica que Pauken entregou celular e computador a um homem que buscava um cargo no governo de Donald Trump e ofereceu um bônus de US$ 10 mil para relatórios semanais destinados ao governo chinês.
- O jornalista escrevia sob o pseudônimo Tom McGregor e teria atuado para veículos estatais chineses, como Xinhua, CGTN e China Radio International; ele é filho do ex-político republicano Tom Pauken.
- Está marcada uma audiência federal na Virgínia para sexta-feira, 29; o advogado afirmou que o americano não é acusado de espionagem nem de vazamento de documentos secretos.
Thomas Pauken II, jornalista e comentarista político norte-americano, foi preso nos EUA sob a acusação de atuar como agente da China. Segundo documentos do FBI encaminhados ao site Politico, ele estaria preparando relatórios confidenciais para contatos ligados ao governo chinês. As informações indicam que os textos seriam enviados ao presidente da China, Xi Jinping.
A investigação aponta que Pauken entregou um celular e um computador a um homem nos EUA que buscava um cargo no governo de Donald Trump. O FBI afirma ainda que o jornalista ofereceu um bônus de 10 mil dólares para a produção de relatórios semanais destinados ao governo chinês. Pauken escreveu sob o pseudônimo Tom McGregor e, segundo o Politico, trabalhou para veículos estatais chineses, como Xinhua, CGTN e China Radio International.
O jornalista é filho do ex-político republicano Tom Pauken, que integrou o governo Ronald Reagan e liderou o Partido Republicano no Texas nos anos 1990. O FBI afirma que o pseudônimo foi mantido a pedido do pai, que não queria ter o nome associado às atividades na China. Pauken foi preso em fevereiro e permanece detido.
Situação judicial e próximos passos
Na sexta-feira, Pauken deve comparecer a uma audiência em tribunal federal na Virgínia. Esse tipo de sessão costuma sinalizar negociações para possível acordo com os promotores. O advogado de Pauken, Charles Burnham, afirmou que o americano não é acusado de espionagem nem de vazamento de documentos confidenciais.
A defesa alega que não houve crimes de espionagem, mantendo o argumento de que as informações não seriam de caráter secreto. A audiência pode esclarecer quais acusações serão formalizadas e quais condições podem ser propostas para eventual acordo.
Entre na conversa da comunidade