- O líder da oposição em Israel, Yair Lapid, disse que a proposta de acordo entre EUA e Irã é preocupante e não atende aos objetivos israelenses.
- Lapid afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não exerceu influência suficiente para obter um acordo melhor e que Israel é um Estado soberano.
- A proposta prevê que o Irã entregue reservas de urânio altamente enriquecido e permita a reabertura do Estreito de Ormuz, em troca do fim do bloqueio aos portos iranianos e de sanções.
- Questões sensíveis do programa nuclear iraniano devem ser tratadas em negociações separadas em sessenta dias; ainda não está definido se o acordo abrangerá mísseis ou apoio a grupos na região.
- Lapid criticou Netanyahu por permitir negociações sem participação de Israel e afirmou que não formará coalizão com o partido de Mansour Abbas nem com árabes para derrubar Netanyahu nas eleições.
O líder da oposição de Israel, Yair Lapid, disse que a proposta de acordo entre os EUA e o Irã é preocupante e não atende aos objetivos de Israel. Ele afirmou que o acordo é ruim para a região e para os iranianos, destacando que Israel é um Estado soberano e não deve agir como dependence ou protetorado de potências externas. As declarações foram feitas em Jerusalém nesta segunda-feira.
Lapid criticou a condução de Netanyahu, que, segundo ele, permitiu que os EUA negociassem sem a participação de Israel, o que, na visão dele, fragiliza a influência do governo israelense sobre decisões de Washington. O político integra a coalizão que busca derrotar Netanyahu nas eleições deste ano.
Segundo autoridades da região, a proposta prevê que o Irã entregue reservas de urânio de alta甚 enriquecimento e permita a reabertura do Estreito de Ormuz, em troca do fim de sanções e do bloqueio aos portos iranianos. Questões sensíveis sobre o programa nuclear seriam tratadas em negociações separadas ao longo de 60 dias.
Contexto e desdobramentos
O acordo também envolve possíveis discussões sobre o programa de mísseis do Irã e o apoio a grupos na região, mas ainda não há definição sobre esses pontos. Lapid destacou que não concorda com medidas unilaterais que possam inviabilizar o eventual estabelecimento de um Estado palestino no futuro.
O ex-primeiro-ministro Bennett, com quem Lapid tem alianças políticas, garantiu a ele que Israel não adotará ações para anexar territórios ocupados. Lapid reiterou que não pretende formar coalizão com o partido de Mansour Abbas nas próximas eleições, mesmo após participação anterior em governos conjuntos.
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