- Ministros da ultradireita pressionaram Netanyahu para retomar bombardeios a Beirute, após aumento de ataques com drones explosivos do Hezbollah que atingem tropas e cidades do norte de Israel.
- A pressão veio após a morte de um soldado israelense em ataque de drone do Hezbollah no domingo; Smotrich afirmou que drones explosivos não são fatalidade e pediu resposta mais contundente.
- Netanyahu rejeitou as exigências, buscando medidas defensivas; porta-voz do premiê não comentou.
- Itamar Ben-Gvir afirmou que é hora de mostrar firmeza e retornar à guerra no Líbano, defendendo postura mais agressiva contra o Hezbollah.
- O Hezbollah tem usado drones kamikaze FPV para atacar tropas israelenses no sul do Líbano; Smotrich disse ter aprovado orçamento de 2 bilhões de shekels para soluções tecnológicas contra essa ameaça.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu nesta segunda-feira que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu retome os bombardeios contra Beirute em resposta aos ataques com drones explosivos do Hezbollah contra tropas israelenses e cidades do norte do país. A cobrança ocorreu na mesma semana em que houve morte de um soldado israelense em ataque de drone do Hezbollah. A defesa inicial recuou, preferindo medidas defensivas.
Smotrich, líder de um pequeno partido ultradireita, costuma ir além da linha oficial do governo, defendendo ações mais duras contra o Líbano. Durante a reunião de gabinete de domingo, o ministro ressaltou a necessidade de resposta contundente. Não houve confirmação oficial sobre o tom dessas declarações por parte do gabinete.
Outro ministro ultranacionalista, Itamar Ben-Gvir, afirmou que não se pode normalizar a presença de drones explosivos. Em tom duro, reforçou a ideia de retomar ações de alto impacto contra o Hezbollah, citando a possibilidade de mudança de estratégia.
Drones usados e resposta militar
O Hezbollah vem operando drones kamikaze FPV, de baixo custo e montagem simples, para atingir tropas no sul do Líbano. Essas ações ocorrem mesmo após o anúncio de cessar-fogo relativo à região. A polícia militar israelense afirma que, até o momento, não houve bombardeios significativos em Beirute desde meados de abril, mas as trocas de tiros persistem no sul do Líbano.
O governo de Israel informou ter aprovado um orçamento de 2 bilhões de shekels (aproximadamente US$ 693 milhões) para tecnologias que enfrentem a ameaça dos drones. O objetivo é alterar estratégias e melhorar a defesa contra esse tipo de ataque. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, também teria sugerido respostas que envolvam ações contra alvos em Beirute, segundo relatos da imprensa. A defesa militar não confirmou oficialmente essas declarações.
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