- No Hospital Geral de Mongbwalu, 18 pacientes com Ebola fugiram no sábado, após ataques que inclinaram tendas erguidas pela Médicos Sem Fronteiras; houve também incêndio em tendas.
- No domingo, ataques repetidos de jovens mobilizados por parentes de um líder religioso que havia morrido de Ebola resultaram em fuga de mais sete pacientes; um paciente com suspeita morreu ao tentar escapar.
- A Organização Mundial da Saúde declarou o surto da cepa Bundibugyo como emergência de saúde pública de interesse internacional; já são mais de novecentos casos suspeitos e cento e um confirmados.
- O diretor-geral da OMS disse que houve cerca de duzentas mortes suspeitas e que o atraso na detecção faz as equipes de resposta correrem atrás do prejuízo.
- Uganda confirmou mais dois casos, elevando o total no país para sete.
Pelo menos três incidentes envolvendo ataques a instalações de saúde ocorreram na província de Ituri, nordeste da República Democrática do Congo, onde foram registrados os primeiros casos de Ebola. Pacientes sob vigilância no Hospital Geral de Referência de Mongbwalu fugiram em massa após ataques no fim de semana.
Confrontos iniciaram no sábado (23), quando o hospital foi atacado pela primeira vez. Momentos depois, outros pacientes conseguiram escapar. No domingo (24), novos ataques levaram a mais fugas e à necessidade de intervenção policial e militar para restabelecer a ordem.
Ao todo, 18 pacientes com Ebola fugiram no sábado, e pelo menos sete saíram no domingo, totalizando 25 pessoas que deixaram o hospital. Quatro resultados de exames divulgados mostraram três negativos e um positivo, indicando a circulação da doença na comunidade. Um paciente com suspeita de Ebola morreu durante a fuga no segundo ataque.
A Organização Mundial da Saúde classificou o surto da cepa Bundibugyo como emergencial de saúde pública de interesse internacional. Autoridades locais destacam que há resistência da população em relação ao diagnóstico e à doença, com relatos de desejo de enterrar rapidamente as vítimas.
A situação é acompanhada de escassez de suprimentos e de pressão humana em uma região que já enfrenta décadas de conflito. Médicos sem Fronteiras e outras organizações atuam na contenção, enquanto as forças de segurança buscam restabelecer a ordem e evitar novos incidentes.
O surto está se expandindo em Ituri e já afeta outras províncias, com registros também em áreas vizinhas. Uganda informou novos casos confirmados nas últimas 24 horas, elevando para sete o total no país após o surto na RD Congo.
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