- Presidências da COP 30 e COP 31 apresentaram, na Dinamarca, a proposta preliminar do Acelerador Global de Implementação Climática, lançado em novembro de 2025 em Belém.
- A ideia busca transformar textos em ações rápidas, com potencial de escala global, para implementação na conferência em Antália, na Turquia, em novembro deste ano.
- Cerca de 40 países participaram da apresentação durante a Reunião Ministerial do Clima de Copenhague.
- Também foram discutidos os Mapas do Caminho sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, com 444 contribuições recebidas pela Presidência da COP 30.
- O foco é financiar e transferir tecnologia para viabilizar políticas de redução de emissões e implementação dos acordos existentes.
O encontro ministerial de Clima em Copenhague reuniu representantes das COPs 30 e 31 para apresentar uma proposta preliminar do Acelerador Global de Implementação Climática. A iniciativa busca transformar promessas em ações rápidas no combate às mudanças climáticas. Participaram membros de cerca de 40 países. A ideia é acelerar soluções como tecnologias e metodologias já previstas nos Planos de Aceleração de Soluções.
A proposta foi apresentada pela presidência da COP30, liderada pelo Brasil, e pela copresidência da COP31, Turquia e Austrália. O objetivo é acelerar a implementação para a próxima conferência, prevista para novembro, em Antália, na Turquia. O fórum de Copenhague é o último antes das preparatórias em Bonn.
Entre os participantes, a CEO da COP30, Ana Toni, destacou que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com potencial de provocar efeitos em cadeia. A intenção é converter debate em soluções concretas para o clima, com maior pragmatismo econômico.
Mapas do Caminho e desmatamento até 2030
Os líderes discutiram os Roadmaps da COP30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento, acordados na COP28, em Dubai. A Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para esses mapas, recebidas entre fevereiro e abril.
O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, ressaltou que soluções científicas já existem, mas o financiamento e a transferência de tecnologia são determinantes para a implementação. Ele enfatizou a necessidade de caminhos viáveis para acelerar ações.
Autocrítica e rumo do regime climático
A diretora de Clima do MRE, embaixadora Liliam Chagas, aponta amadurecimento dos países para focar negociações em temas relevantes. Ela afirma que o regime climático vive transição, da negociação para implementação dos acordos já firmados.
Chagas reforça que, dez anos após o Acordo de Paris, há continuidade de compromissos. Países mantêm políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e busca por recursos financeiros globais para a transição a uma economia de baixo carbono.
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