- O Paraguai mantém relações oficiais com Taiwan, sendo um dos poucos aliados na América Latina, mesmo com a maioria dos países buscando a China.
- Durante visita a Taiwan, o presidente Santiago Peña anunciou planos para criar um “hub de inteligência artificial” em três fases, com importância equiparada à da hidrelétrica Itaipu.
- Os acordos visam investimentos em centros de dados com energia paraguaia e tecnologia taiwanesa, incluindo a construção da Universidade Politécnica Taiwan-Paraguai, com investimento de US$ 27 milhões.
- As exportações paraguaias para Taiwan devem alcançar US$ 400 milhões em 2026, diante de US$ 40 milhões em 2017.
- A China segue como principal parceira comercial da região, e a disputa entre Estados Unidos e China influencia as escolhas da América Latina, incluindo o Paraguai.
Paraguai reforça ligações com Taiwan mesmo diante do recuo de muitos países da região para a China. A decisão mantém acordos tecnológicos com Taiwan, mas envolve custos de acesso ao mercado chinês e financiamento para infraestrutura, segundo analistas.
Durante visita a Taiwan, o presidente Santiago Peña afirmou que avançam planos para criar um amplo hub de inteligência artificial, em três fases, equiparando sua relevância à da hidroelétrica Itaipu. O projeto deve explorar energia local e expertise taiwanesa.
Analistas destacam que a cooperação busca investir em centros de dados voltados à IA, com foco em aproveitamento de energia e tecnologia de Taiwan. A relação bilateral vem sendo consolidada ao longo de quase 70 anos.
Panorama regional e impactos
A relação do Paraguai com Taiwan é exceção na América do Sul, onde a China substituiu laços diplomáticos de muitos países. Em dados recentes, as exportações paraguaias para Taiwan mostram crescimento expressivo nos últimos anos, com projeção alta para 2026.
Especialistas lembram que um alongamento da parceria pode abrir portas para investimentos em infraestrutura, mas também impõe limitações no acesso direto ao mercado chinês. A presença de empresas chinesas no país não foi significativamente impactada pela ausência de relações formais com Pequim.
Na prática, importa a diferença entre relações oficiais com Taiwan e comércio com a China, pois o Paraguai continua a importar de origem chinesa sem restrições diretas, apesar de não exportar diretamente para a China. Essa dinâmica favorece fluxos indiretos.
Contexto geopolítico e econômicos
O fortalecimento de laços com Taiwan ocorre em meio a uma tensão entre Estados Unidos e China na região. Segundo analistas, a escolha por Taiwan envolve custo político e oportunidade econômica, com diferentes cenários de acesso a mercados, crédito e tecnologia.
Para o Paraguai, a prioridade parece ser ampliar ganhos com tecnologia, educação e infraestrutura, mantendo ao mesmo tempo vantagem competitiva em setores agrícolas. A mobilização econômica acompanha a agenda diplomática em curso.
Perspectivas de curto prazo
A construção da UP Taiwan-Paraguay, com investimento de US$ 27 milhões, simboliza o avanço da parceria. Fontes oficiais indicam que exportações paraguaias a Taiwan devem alcançar patamar próximo a US$ 400 milhões em 2026, ante cerca de US$ 40 milhões em 2017.
Especialistas ressaltam que, mesmo diante de pressões regionais, o Paraguai busca diversificar relações estratégicas e comerciais, mantendo espaço para negociações que possam ampliar acessos a crédito e infraestrutura sem abrir mão de vínculos com Taiwan.
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