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Polícia grega prende 20 suspeitos de desvio de fundos da UE

Polícia grega prende cerca de vinte suspeitos em Creta por fraude de subsídios da União Europeia, com desvio de mais de três milhões de euros e investigação de cerca de noventa pessoas

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  • Polícia na ilha de Creta prendeu cerca de vinte pessoas em operação anticorrupção relacionada ao desvio de fundos da União Europeia.
  • O grupo teria obtenido mais de 3 milhões de euros em menos de cinco anos, e cerca de 90 pessoas estão sob investigação.
  • Investigação indica que a rede utilizava a antiga Agência de Pagamentos e Controle para a OPEKEPE (Orientação e Garantia da Ajuda Comunitária) para falsificar titularidade de terras e gado.
  • O centro da operação fica em Retino, no norte de Creta, com participação de funcionários do KYD (Centros de Recebimento de Declarações) que tinham acesso a informações agrícolas.
  • A Procuradoria Europeia aponta fraude entre 2018 e 2022 ligada à Política Agrícola Comum, levando à reestruturação da OPEKEPE, criada na década de noventa e extinta em 2025.

Força policial grega prende cerca de 20 pessoas em Creta ligadas a desvio de fundos da UE. A operação foi deflagrada em Creta na segunda-feira, 25, como parte de ações anticorrupção contra uma suposta rede que desviava subsídios agrícolas da UE.

Os investigadores afirmam que a rede operava com apoio da antiga Agência de Pagamentos e Controle para a OPEKEPE, utilizando documentos falsos para obter grandes somas de dinheiro. O foco era falsificar titularidades de terras e de gado.

Entre os detidos, estão dois contadores e três funcionários dos KYD (Centros de Recebimento de Declarações), considerados parte da liderança do grupo. A polícia estima que o esquema tenha movimentado mais de 3 milhões de euros em menos de cinco anos.

A rede teria centro em Rétino, cidade no norte de Creta, com operações coordenadas pelos funcionários do KYD, que tinham acesso a informações agrícolas de terrenos não declarados ou pouco usados.

As investigações apontam que o esquema iniciou em 2019, incluindo a assinatura de acordos falsos e declarações também falsificadas com a ajuda de proprietários e produtores. Esses documentos seriam usados para pedir subsídios à UE via OPEKEPE.

O caso integra uma apuração maior sobre fraudes em subsídios no setor agrícola grego, liderada pela Procuradoria Europeia. A investigação abrange acusações envolvendo a PAC entre 2018 e 2022, incluindo declarações falsas de gado.

A pandemia de fraudes levou à reestruturação da OPEKEPE, criada na década de 90 e que, segundo autoridades, deixou de existir em 2025 como órgão autônomo. A operação segue com oitiva de testemunhas e cumprimento de mandados.

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